De frente ao espelho

Quem é você?
Não sabe?
Pois eu sei.
Feito barro, com o tempo moldado pelas mãos da sociedade construímos uma “subjetividade” objetiva.
Quando criança vivência o cotidiano de seus pais como experiências de vida, trata-se do primeiro contato com o corpo social. De forma que imagina-se todos os acontecimentos como “verdades” absolutas.
São eventuais rotinas usadas para a formação da personalidade. Na adolescência mediante contatos com outras pessoas fora da esfera familiar, colhe diferentes pensamentos não tão moralistas que reflete na fase adulta.
Evoluiu-se a humano?
Acho que não.
As experiências extraídas do contato e choques ideológicos não são suficientes para formação de pensamentos sólidos e isentos de influências.
Tem-se o poder das medidas racionais, forma humana de criar e interpretar o mundo, porém pouca capacidade de livrar-se das paixões. Você também é como um grão que vira trigo com a habilidade do homem morre pão.
Não tenha vergonha de mudar de ideia, pelo simples fato de que não deve envergonhar-se de pensar.
Faz parte da natureza do homem, na mesma intensidade das demais necessidades de comer, respirar, amar e sentir prazeres. Tente não ser um objeto e lute para ser pessoa, penso ser o último estágio da evolução humana. Morra tentando mesmo sendo feito barro nas mãos dos artesões da aristocracia. De frente ao espelho liberta-se da perfeição.






