NÃO SEI

ALGUMAS pessoas não falam “não sei”. Supõem saber, não aceitam lidar com incertezas.
Com mais camadas de experiências, falo mais “não sei” por não saber mesmo; ou para não chutar opinião; para estar livre de ideias pré-concebidas e mais pronta para observar …o óbvio.
O óbvio não é unânime: o que é “universal”? A maioria não detém o óbvio, ou tem sempre razão.
Há minorias com vozes violentas, que espalham terror. Há minorias que se alargam em número e sabedoria, e têm sido ouvidas…
Muitas maiorias massacraram etnias em função de escolhas religiosas, ou definição de territórios, etc., em nome de equivocadas crenças de superioridade.
Quero falar mais “não sei”, em 2023. Colocar vírgulas à arrogância; dois pontos e travessão para passar a palavra e ouvir outra versão. Antídoto para ditatoriais massacres genocidas, incluindo os de alma.
“NÃO SEI” é bom aperitivo para boa conversa acontecer… passar a palavra, e esperar um time entrar em campo. “o capinar é sozinho, mas a colheita é coletiva” (Guimarães Rosa).







Querida Marie Luiza, concordo com você o óbvio não existe! Quanto mais eu aprendo com a vida, mais eu percebo que (parafraseando Sócrates) “só sei que nada sei”. Penso que esta atitude nos coloca na vida com mais curiosidade e disponibilidade para aprender, ao mesmo tempo que aguentar o lugar de não saber é bastante difícil! Um abraço e que em 2023 a gente consiga dizer mais “não sei” !!!
Obrigada, querida Ana Silvia. Vamos engrossando está fila para que novos acontecimentos surjam é que não estejamos cegos e paralíticos pelas novas equivocadas certezas!