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ATUALIZAÇÃO: Celular de Isabelle Caracristi é recuperado e passa por perícia

Isabelle Caracristi e Joao Munhoz Neto (Foto: Instagram)

O mistério em torno da morte da estudante de direito Isabelle Caracristi, de 22 anos, acaba de ganhar um novo capítulo. O celular da jovem foi recuperado e já está nas mãos da polícia para ser minuciosamente periciado. A novidade foi confirmada pela advogada da família, Patrícia Viana, em uma entrevista ao Diário do Nordeste neste domingo (20).

A universitária foi encontrada sem vida no último dia 13, na área externa do Residencial La Piazza, em Fortaleza. O estrondo do impacto foi ouvido por vizinhos cerca de uma hora e meia depois das últimas imagens registradas da jovem com vida. Em um vídeo, Isabelle aparece no elevador às 19h11, mexendo no aparelho celular enquanto subia para o 23º andar, onde fica o rooftop do condomínio.

++ Vídeo revela as últimas imagens minutos antes da morte de Isabelle Caracristi

A Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) segue realizando diligências no local, e a família entregou novas provas às autoridades. Embora a defesa ainda evite acusar formalmente o namorado João Munhoz Neto, de participação direta na morte, o cenário acende alertas graves: há indícios fortes de que a estudante vivia um relacionamento intensamente abusivo. Para aumentar a desconfiança pública, a família do rapaz simplesmente desapareceu após a tragédia.

Isabelle Caracristi (Foto: Instagram/ DN)
Isabelle Caracristi (Foto: Instagram/ DN)

A mãe da jovem, Isorlanda Caracristi, fez um desabafo contundente nas redes sociais. Ela descreveu o então genro — que era 10 anos mais velho e chefe de Isabelle no estágio — como um homem controlador e obcecado. Em um dos episódios detalhados por Isorlanda, o namorado João Munhoz Neto tentou entrar junto com a jovem na sala de uma consulta ginecológica, atitude que assustou a própria médica. “Ali já acendeu todos os meus alertas como mãe. Um comportamento muito louco”, declarou.

O irmão da vítima, Rafael Magalhães, também conversou com a reportagem do portal cearense e relembrou os sonhos interrompidos da irmã. Segundo Rafael, a menina alegre, comunicativa e que sempre cuidava da mãe e da avó tinha o grande desejo de se tornar advogada criminalista ou juíza justamente para defender mulheres e crianças. Agora, a família une forças e luta para que a própria Isabelle Caracristi tenha justiça.

Notícias de Franca

É jornalista e editor da Folha de Franca

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