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Lipedema e linfedema: você sabe qual a diferença?

Nos últimos anos, o interesse por doenças que afetam pernas e braços tem crescido de forma significativa. Dados do Google Trends mostram que as buscas por lipedema, por exemplo, triplicaram entre fevereiro de 2023 e fevereiro de 2025, com o Brasil liderando esse movimento. Outro termo muito buscado é o “linfedema”.

Esse aumento reflete maior mobilização de pacientes, avanço do debate sobre saúde feminina e a necessidade de informação qualificada sobre condições ainda pouco conhecidas.

Essas buscas também refletem uma dúvida recorrente: afinal, qual é a diferença entre lipedema e linfedema? Apesar dos nomes semelhantes e de alguns sintomas em comum, como inchaço e desconforto nas pernas, tratam-se de doenças distintas que exigem abordagens específicas.

O lipedema é caracterizado pelo acúmulo anormal e doloroso de gordura, principalmente em pernas e quadris, poupando pés e mãos. Afeta majoritariamente mulheres e costuma ser confundido com obesidade ou retenção de líquido.

Já o linfedema resulta de falhas no sistema linfático, levando ao acúmulo de líquido nos tecidos e ao inchaço persistente, que pode atingir também pés e braços. Enquanto o lipedema está ligado a predisposição genética e alterações hormonais, o linfedema pode surgir após cirurgias, traumas ou infecções que comprometem a drenagem linfática.

Nesse contexto, cresce a procura por alternativas que ajudem a aliviar sintomas e melhorar a qualidade de vida. No caso do lipedema, técnicas como drenagem linfática manual, massagem terapêutica e ultrassom podem reduzir inchaço, dor e sensação de peso, embora não curem a doença.

Já para o linfedema, a drenagem linfática é considerada essencial, ajudando a eliminar o excesso de líquido acumulado e proporcionando alívio imediato. Além disso, massagens terapêuticas adaptadas e o uso de ultrassom terapêutico podem contribuir para reduzir fibroses e melhorar a circulação.

A esteticista Valeria Duarte Alves (@valestetica2013), que atende inúmeras mulheres em sua clínica, observa o impacto positivo desses cuidados: “Muitas pacientes chegam com dor e autoestima abalada. A estética corporal, quando bem aplicada, não é apenas sobre aparência: é sobre devolver qualidade de vida e confiança.” Ela acrescenta: “Nosso trabalho exige técnica e sensibilidade. Não é apenas estética: é saúde e acolhimento.”

Com o aumento das buscas e da conscientização, o debate sobre lipedema e linfedema ganha força. Embora o acompanhamento médico seja indispensável, os recursos da estética corporal surgem como complemento valioso para promover conforto físico e emocional às mulheres que convivem com essas doenças.

Joelma Ospedal

Joelma Ospedal é jornalista, escritora e apaixonada por comunicação

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