Do suor às risadas: grupo de vôlei feminino mantém viva a amizade e a tradição no Poli
A tradição atravessa gerações e hoje em dia, as partidas de vôlei reúnem mulheres, garotas e garotos de 13 a 70 anos no Poliesportivo de Franca

Há histórias que transcendem o esporte e se tornam verdadeiros retratos de amizade, dedicação e tradição. O grupo de mulheres que joga vôlei no Poli da cidade é uma dessas joias raras: há mais de três décadas, elas se reúnem religiosamente para transformar manhãs comuns em momentos extraordinários.
Duas veteranas, Márcia Rached (a quem chamamos carinhosamente de capitã) e Manita Caleiro, guardiãs da fundação do grupo, ainda estão em quadra, mostrando que paixão não tem idade. Ao lado delas permanecem também Débora Mantovani e Silvanya Evangelista, representantes da velha guarda com três décadas dedicadas ao vôlei. Em seguida venho eu, Joelma Ospedal, que há mais de dez anos tenho orgulho de fazer parte dessa história.

Nos últimos três anos, uma nova leva de jogadoras trouxe fôlego e renovação: Adriana, Crisley, Cristiane, Gislene, Joana D’Arc Gimenez Alves, Maysa Batista, Patrícia, Regina, Toninha; e também Aline, Damaris, Érica, Ingrid, Mari. A pluralidade se completa com os jovens Anna Lara, Sofia, Tales e Túlio, que dão continuidade ao legado.

O que torna essa história ainda mais emocionante é a diversidade de idades: de 13 a 70 anos, todos dividem o mesmo espaço, a mesma bola e a mesma alegria. É um espetáculo de gerações que se encontram e se respeitam, cada qual contribuindo com sua energia, técnica ou experiência.

As manhãs de jogo são tratadas como sagradas. Nenhuma consulta médica, nenhum compromisso de trabalho ou reunião é marcado nesses horários. O vôlei é compromisso sério, quase uma terapia coletiva. Muitas dizem que se pudessem, jogariam o dia inteiro. E não é apenas o jogo: há as conversas paralelas, as trocas de experiências, os encontros fora da quadra que reforçam os laços de amizade.

Apesar de ninguém ser profissional, o empenho é máximo. Há o grupo que corre mais, o grupo que tem mais técnica, o grupo que se diverte com cada jogada. Essa pluralidade é a força que mantém o time vivo e pulsante.
No fim, o que se vê no Poli não é apenas vôlei. É vida compartilhada, é tradição que se renova, é a prova de que o esporte pode ser ponte entre gerações e combustível para a alma.
E assim, entre risadas, suor e abraços, esse grupo mostra que o vôlei é muito mais que um jogo: é uma celebração da amizade e da paixão pela vida.














Você é um ser iluminado!!!!
Muito obrigada por compartilhar conosco essa história tão linda e motivadora.
Sua sensibilidade toca a alma e torna a história das meninas do vôlei ainda mais incrível.
Parabéns!!?
Querida jô, carinho lindo de sentir em forma de escrita, obrigada! Voltei no tempo e revivi cada década das três mencionadas! Nada mudou desde então, todos os sentimentos continuam iguais, muita gratidão as novas integrantes que nos permitiram continuar! Que venha a quarta década, o adaptado que nos aguarde mais um pouco! Rs 💗