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Bolsonaristas ‘confundem’ ação social com intervenção militar na Praça da Sé, em SP

Grupos bolsonaristas compartilharam durante o fim de semana em redes de Whatsapp e Telegram vídeos de soldados montando tendas na Praça da Sé, em São Paulo, e “informando” que se tratava do início de uma intervenção militar no Brasil. “Alguma coisa está acontecendo”, dizia um bolsonarista em um dos vídeos encaminhados e sem qualquer checagem sobre o que realmente ocorria no local. Muitos grupos comemoraram a tal “intervenção pela democracia”.

Realmente “alguma coisa estava acontecendo” na Praça da Sé e, sim, o Comando Militar do Sudeste estava lá, presente. Assim como outras 40 instituições do Estado, do município de São Paulo, federais, religiosas e ONGs.

Coordenado pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região, o “evento” era um mutirão que contou com instituições como a Prefeitura de São Paulo, o governo paulista, a Justiça do Trabalho, o INSS, as Defensorias Públicas do Estado e da União, o Ministério Público Federal e o Ministério Público do Estado, a OAB, a Polícia Federal, a Cruz Vermelha, a Arquidiocese de São Paulo, entre outros do Estado e da sociedade civil. O mutirão se tratava de uma ação social que visava a emissão de documentos, regularização de cadastros de programas sociais e realização de atendimentos jurídico, de saúde e de assistência social de moradores em situação de rua locais.

Em um dos vídeos, um bolsonarista que estava vestido com uma camiseta da seleção brasileira de futebol foi até o local e foi interpelado por uma das juízas responsáveis pelo evento, identificada como Marisa. No vídeo que era transmitido ao vivo, a juíza informou do que se tratava e pediu para o homem que fazia a transmissão para dizer que não era intervenção federal.

Após os vídeos serem distribuídos nas redes, o Comando Militar do Sudeste postou, na noite deste domingo (20), um aviso em sua conta no Twitter, de que está “realizando apoio logístico (40 barracas, apoio médico e emissão de documentos de serviço militar)” ao mutirão coordenado pelo TRF-3.

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