Candidato a senador se envolve em briga na Praça Barão: celular atirado longe, mulher no chão e homens atracados

Tarde de sábado tranquilo no Centro da cidade. De repente, uma briga começa perto dos bancos da Praça Barão. E foi uma briga por causa de política, três semanas depois de terminadas as eleições.
Um vídeo gravado por uma pessoa que passava na hora da confusão circula por grupos de WhatsApp e mostra uma cena lamentável. Tudo começou com um bate-boca que se desenrolou para um celular jogado longe, uma mulher no chão e dois homens atracados, brigando.
O ex-candidato a senador por São Paulo, o professor Tito Flávio (PCB), de Franca, e alguns militantes estavam distribuindo panfletos com teor político na Praça. Segundo Tito, ele estava com suas filhas e um dos amigos também. Uma mulher teria começado a filmar as crianças. “Pedimos pra ela parar de filmar as crianças. Depois me disseram que ela tinha filmado minha filha. Eu perguntei pra ela se tinha feito isso e ela não me respondia; queria saber pra que ela filmou, onde ia usar as imagens que foram feitas sem minha autorização, mas ela não respondia. Nisso, o marido dela começou a me intimidar, falando que sabia quem eu era e onde eu morava. Começamos a bater boca”, disse Tito, que é colunista dessa Folha.
Nas imagens não é possível entender o que Tito e a mulher falam um pro outro, mas é visível que estão alterados. Tito vai se afastando da mulher e ela vai se aproximando dele, quando um militante dá um tapa no celular, jogando o aparelho longe. Esse gesto exagerado dá início a cenas ainda piores.
A mulher tenta pegar o celular; o militante chuta o aparelho; os dois correm para pegar o celular e trombam, a mulher acaba caindo. Nisso, o marido da mulher avança para cima do militante e os dois caem no chão. Tito e outro homem tentam separar a briga, um outro homem chuta o marido da mulher e quando eles se separam, a mulher bate na cabeça do militante usando o celular. Por fim, a turma do “deixa disso” consegue dar fim à briga.
O professor Tito Flávio disse que lamenta o episódio. “É uma sensação de tristeza, porque estávamos numa ação tranquila, distribuindo material defendendo a democracia e fomos intimidados. Estávamos tendo conversas boas com as pessoas, sem tensionamento com ninguém. De repente, essa mulher começa a filmar nossas crianças, sem autorização. O manifestante que deu um tapa no celular reconheceu o erro dele, mas ele não agrediu a mulher. Ele derrubou o celular porque ela não parava de filmar e tinha filmado as crianças. Fazer nossas imagens, sem problemas, mas filmar as crianças, não. E ele (o manifestante) que acabou sendo agredido pelo marido da mulher e por ela, que inclusive usou o próprio celular pra bater na cabeça dele. Não foi uma ação pensada da parte dele, mas uma reação ao que estava acontecendo”, disse Tito Flávio. “E a mulher disparou as imagens das crianças em vários grupos de WhatsApp e isso está viralizando. Eu mesmo recebi as imagens com os dizeres ‘encaminhado com frequência’. Nos vídeos ela fala que estamos abusando de nossas filhas, usando as crianças pra distribuir os panfletos. Vou à polícia exigir retratação, danos morais pelo uso de imagem da minha filha. Foi essa atitude dela que desencadeou tudo. Ela ficou filmando e falando com as crianças, até o pai delas chegar. Acho que qualquer pai teria reação de interpelar e foi o que eu fiz e eles continuaram fazendo a provocação até que alguém perdeu o controle. O objetivo deles era esse e conseguiram”, disse Tito Flávio.
Não foi possível identificar a mulher que aparece no vídeo, mas o espaço aqui fica aberto, caso ela queira se manifestar a respeito.








Pq vcs só deram a versão do militante do partido COMUNISTA e não dá família agredida por esses covardes.
Bom dia, Luis. Você chegou a ler o texto? Se não, peço a gentileza que leia atentamente até o último parágrafo. Lá está a informação de que a reportagem não conseguiu contato com a mulher envolvida na briga ou o seu marido. Se você tem contato com ela, por favor nos encaminhe pelo Whatsapp da Folha de Franca ou peça para que ela ou seu marido entrem em contato conosco. Gostaríamos muito de ouvir, sim, a sua versão e publicá-la. Aguardamos a sua ajuda.