Oligo-demo-auto, cracias…

Palavras não podem soprar ao vento… sob pena de sermos dominados por elas.
Tantas pessoas confundem autenticidade com falta de polidez, gentileza no trato, respeito à alteridade, à diferença, à diversidade de pensar e sentir que cada um, cada uma tem na história que carrega.
A história de cada um, de cada uma, revela-encobre, sofrimentos muitas vezes calados, por séculos, em famílias que transmitem, através de gerações seguidas, tabus, ressentimentos, ódios enquistados, humilhações engolidas boca adentro.
O Brasil anda dividido, mas não por dois líderes políticos apenas. Está dividido na (in) compreensão do que vivemos em 522 anos de história enquanto continente descoberto por europeus, portugueses, holandeses, colonizadores que tinham como objetivo dominar, catequizar, povoar territórios já ocupados por nações com cultura diversa da dos europeus.
O Brasil não conhece o Brasil, já dizia o poeta Aldir Blanc.







Parabéns pela agudeza da forma e delicadeza da composição, Escritora. Maria Luiza Salomão! Extremamente pertinente! Cristina Werneck.