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Falta de médico dificulta marcação de consulta com ginecologista em Franca

O mês de outubro liga o alerta para o cuidado com a mulher. O período que joga uma luz e coloca em evidência temas como o câncer de mama, mostra também um problema enfrentado em Franca para as mulheres que fazem uso da rede pública de saúde.

Nos últimos dias, o Portal Folha de Franca recebeu diversas reclamações de mulheres que buscaram consultas a ginecologistas em diferentes UBS’s da cidade e não conseguiram. Uma ativista social de Franca, que pediu para ter seu nome preservado, abraçou a batalha dessas mulheres e tenta ajudar. “Estou recendo diversos relatos, nos grupos de mulheres que participo, de pessoas que estão tendo dificuldades para marcar consultas com ginecologista na rede pública. Mulheres que estão levantando de madrugada para conseguir realizar a marcação e muitas vezes não conseguem sucesso nem assim. As queixas vêm de diversas unidades básicas como a da Vila São Sebastião, Estação, Santa Clara e Leporace”, disse ela.

Indignada com a situação, ela procurou também a Secretaria de Saúde para apresentar essas reclamações. “Em um mês tão importante e simbólico pelo cuidado da saúde feminina, mulheres não estão conseguindo fazer exames preventivos. Na Secretaria ouvi o que as mulheres precisam chegar cedo e marcar a consulta com o enfermeiro, mas elas não têm conseguido vaga”, disse.

A Folha de Franca questionou a Secretaria de Saúde e uma das explicações apresentadas – a falta de ginecologistas – confirma a dificuldade enfrentada pelas mulheres. “A prefeitura de Franca abriu diversos processos seletivos, porém há ausência de profissionais interessados em participar desta seleção”, disse, por meio de nota. Completou dizendo que Saúde publicou credenciamento e a compra de consultas ginecológicas na rede privada, por meio do Programa ‘Mais Consultas’, “sendo que neste ano, foram ofertadas, o total de 15.140 consultas na especialidade de ginecologia”.

Em que pese a ação, a medida não foi suficiente para eliminar o problema. “Se não for resolvido de forma urgente essa situação, teremos que acionar o Ministério Público”, disse a agente social.

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