Opiniões

CNV – Comunicação Não Violenta

Quem nunca iniciou uma discussão com filhos, pela maneira que estes nos respondem?

Me lembro de ouvir da minha mãe, “fala direito comigo menina!” e de suas orientações de como conversar com as pessoas.

Atualmente, notamos que os erros de comunicação tem gerando conflitos mas relações, esse “trato” na linguagem ganhou um nome CNV que quer dizer comunicação não violenta.

O conceito é simples e profundo ao mesmo tempo,  a comunicação não-violenta baseia-se em escutar e falar de maneira compassiva, que possibilite a conexão das pessoas consigo mesmas e com os outros. Isso porque, na comunicação não-violenta, há uma preocupação em identificar não só o que está sendo dito, mas também as necessidades e emoções.

O termo tem sido cada vez mais abordado, principalmente nos ambientes escolares como estratégia de melhorar as relações evitar o bullying, mas esse estudo começou ainda nos anos 1960, com o psicólogo Marshall Rosenberg que trabalhava como orientador educacional em instituições de ensino nos EUA.

A proposta de Rosenberg é que as respostas deixem de ser automáticas e que possamos passar a ter tempo de escutar e falar sem sermos reativos, proposta que faz muito sentido no ambiente escolar, dentro e fora da sala de aula.

Na escola é fundamental exercitarmos a compaixão e nos conectarmos uns com os outros, para melhorar o ambiente e criar um contexto que possibilite um aprendizado mais acolhedor, a prática da comunicação não-violenta requer uma escuta ativa, atenção plena e empatia. Para fazer isso, desligando o piloto automático, é fundamental estar atento ao momento em que vivemos, permitindo que pensamentos sobre o passado e o futuro não interfiram no tempo presente.

A maneira como nos comunicamos, e como o outro nos ouve pode gerar ou evitar conflitos.

Aqui vão cinco dicas de como usar a comunicação não-violenta:

  1. Escolha uma intenção: que valores você deseja comunicar neste período?
  2. Faça melhores perguntas; pratique uma escuta atenta: conecte-se verdadeiramente com as pessoas
  3. Estruture a conversa: sugerir atividades para que cada pessoa fale uma de cada vez pode ser uma boa opção
  4. Conheça seus limites: respeite a si mesmo sobre assuntos a respeito dos quais acredita que deve ou não se preocupar e reflita se vale a pena ou não entrar em discussões sobre temas que considerar difíceis naquele ambiente.
  5. Mantenha-se no presente e lembre-se da impermanência: isso vai ajudar você a aproveitar melhor o momento, sabendo que ele logo passará e se tornará memória.

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