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Luminar

A beleza do olhar dela

Atravessou a pesada janela

Depois de vencer uma tela

Furou a noite a sua vela.

Veja que nem é primavera

Não há qual mais impera!

O calorão da tarde, já era.

A chuva quebrara a espera.

O nariz devia estar entupido.

A boca aberta, com o seu alarido,

Acordou-o, do ronco, todo perdido,

Correu para ela, emudecido.

O rosto, nos vãos da neblina,

Era recato de lirismo na surdina.

Fosse mocinha, madura, menina

Amá-lo-ia mulher, menos messalina!

Vá, vá mexer com astro,

Fingir-se mármore, se é alabastro!

Os pés da manhã cobriram seu rastro.

Turrona, não recua, é lua, é castro.



Théo Maia

Dr. Theo Maia

Advogado Previdenciarista (OAB-SP 16.220); sócio-administrador da Théo Maia Advogados Associados; jornalista; influenciador social; diretor do Portal Notícias de Franca; bacharel em Teologia da Bíblia; servo do Senhor.

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