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Luiza Helena é destaque do “New York Times”

A empresária Luiza Helena foi destaque no jornal nova-iorquino “New York Times” deste sábado, 6. O periódico divulgou um artigo de seis página sobre a brasileira. A edição impressa do jornal traz um perfil da bilionária Luiza Helena Trajano, dona da rede Magazine Luiza

A publicação, trouxe um longo perfil da empresária e presidente do Conselho de Administração do Magazine Luiza, Luiza Trajano, destacando a política adotada na companhia para combater o racismo no Brasil. A reportagem lembra que em setembro de 2020 a companhia anunciou que limitaria seu programa de trainees a candidatos negros, o que gerou um “dilúvio” de notícias e comentários, muitos críticos à medida. “A sra. Trajano emergiu como a defensora mais visível e vocal da política de sua empresa”, aponta a matéria.

A reportagem cita que Luiza Trajano fez movimentos “além da esfera corporativa”, ao falar “abertamente” sobre questões raciais, desigualdade, violência doméstica e falhas do sistema político. O texto menciona que, apesar de Luiza Trajano afirmar que não pretende se candidatar a um cargo político, vem se tornando uma voz ativa em debates políticos por meio de um grupo para mulheres líderes criado por ela em 2013. Hoje com mais de 101 mil membros, está elaborando planos de longo prazo para enfrentar problemas crônicos de saúde, educação, habitação, mercado de trabalho e defende a paridade de gênero na política eleitoral.

A matéria chama a atenção, por fim, para as “fervorosas especulações” na internet de que Luiza Trajano poderia ser um “curinga” nas eleições presidenciais de 2022 no Brasil, talvez na chapa de Lula. “Embora ela tenha categoricamente descartado tal papel, está claro que Bolsonaro passou a vê-la como uma ameaça às suas perspectivas de reeleição”. Em novembro, o presidente se referiu à empresária como “socialista”, citou o The New York Times. “Acho que a desigualdade social deve ser enfrentada. Se isso é ser socialista, então sou socialista”, respondeu ela após ser questionada sobre o comentário, lembrou o jornal norte-americano.

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