
A Região Administrativa de Franca (RA) registrou em 2020 o índice de 9,46 mortes por cada mil habitantes de crianças com até um ano de idade. Apesar de ser comemorado por estar abaixo da casa de dois dígitos, índice de mortalidade infantil representa um recuo em relação a 2019, que era de 8,26, menor taxa histórica desde o ano 2000. À época, a taxa de mortalidade na RA Franca era de 19,41 crianças mortas a cada mil nascimentos. Em duas décadas a diminuição da mortalidade infantil na região foi de 48,73%. Em todo o estado de são Paulo a média caiu pela primeira vez para um dígito, registrando 9,75 óbitos. Os dados são da publicação anual realizado pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (SEADE).
De acordo com informações da Secretaria de Estado, os dados refletem a melhoria nas estratégias preventivas de assistência na rede pública de saúde, como investimentos em saneamento básico, além de iniciativas rotineiras e campanha de imunização.
Perfil das mães e doenças relacionadas ao óbito infantil
Considerando a idade da mãe, as principais reduções estão na faixa de 25 a 40 anos, com maior risco de morte antes do primeiro ano de vida nos casos de mulheres que deram à luz antes dos 19 e após os 40.
Cerca de nove a cada dez mortes infantis estão relacionadas a doenças originadas no período perinatal (entre 22 semanas de gestação até os 7 dias após o nascimento do bebê), malformações congênitas; doenças infecciosas e parasitárias, e do aparelho respiratório.
O período neonatal precoce, de 0 a 6 dias de vida, representa a maior proporção dos óbitos infantis, com 51% do total.







