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‘Vejo que a geração de hoje não busca a solução’, diz Lurdinha Granzotte sobre denúncia de homofobia

A vereadora Lurdinha Granzotte (PSL) falou na manhã desta terça-feira, 9, sobre a denúncia feita recentemente para o Conselho de Ética da Câmara Municipal de Franca pelo ativista LGBTQIA+ Eduardo Valentino. Essa é a terceira representação feita contra a vereadora. Desta vez, a acusação é de homofobia e foi realizada após a parlamentar compartilhar uma publicação em suas redes sociais em defesa do jogador de vôlei Maurício Souza, que acabou demitido do Minas por acusação de homofobia.

“Há alguns dias que meu nome, pelo qual tanto lutei e luto, foi envolvido em questões midiáticas. Diante de tudo que foi falado entendi a necessidade de me pronunciar”, começou a vereadora.

Utilizando a frase do filósofo e escritor Roger Scruton “o conservadorismo é a filosofia do vínculo afetivo. Estamos sentimentalmente ligados às coisas que amamos e desejamos proteger contra a decadência”, a parlamentar defendeu o conservadorismo e disse que “a família, sempre foi a base da civilização”, mas negou que a postagem que compartilhou seja homofóbica ou seja uma ofensa gratuita.

“Vejo que a geração de hoje não busca a solução, mas a judicialização das coisas. Sempre me disponho a receber em meu gabinete os munícipes que querem resolver problemas… O que se permite hoje é um monólogo, onde só há voz de um lado. Um discurso de ódio reverso, mas a verdade precisa ser dita. O que existe hoje é a adequação da sociedade a uma legenda, não querem resolver problemas”, disse. “É preciso defender princípios que acreditamos como essenciais, afinal fui eleita por isso. Pelas minhas convicções e pensamentos. Estou aqui para representar pessoas que querem espaço para que a verdade seja dita. Não defendo discurso de ódio como opinião”, afirmou.

A vereadora afirma ainda que as divergências de opinião devem ser respeitadas e negou realizar depreciação de uma “classe” ou “discurso de ódio”, mas que “houve sim uma nota de repúdio a qualquer tentativa de sexualização de crianças. Isso é de fato um problema e qual necessita de soluções diretas”, reforçou a vereadora, negando ser homofóbica.

O vereador Gilson Pelizaro (PT), presidente do Conselho de Ética da Câmara, afirmou que o processo seguirá todos os trâmites legais, sendo que as partes serão ouvidas. “Para todos nós que estamos aqui e temos mandato eletivo, muito cuidado nas redes sociais. Às vezes uma opinião e de um pensamento se torna em um processo. E outra, a legislação hoje é severa e isso pode se transformar em caso de polícia, deve tomar muito cuidado com as manifestações nas redes”, alertou o petista.

A DENÚNCIA

A denúncia contra a vereadora Lurdinha Granzotte foi realizada pelo ativista do movimento LGBTQIA+ Eduardo Valentino, no dia 28 de outubro. Na representação, Eduardo descreve várias postagens feitas pela vereadora – algumas delas foram excluídas da rede social de Lurdinha – que têm teor homofóbico.

Para Eduardo, a vereadora tem se comportado de maneira desrespeitosa e discriminatória nas suas redes sociais, além de adotar discursos que desde 2019 são considerados criminosos, conforme decisão do STF (Supremo Tribunal Federal).

A vereadora já foi punida verbalmente anteriormente por representações feitas por munícipes ao Conselho de Ética. Na ocasião, ela foi denunciada por fazer declarações durante um protesto e defender a intervenção militar no STF (Supremo Tribunal Federal) e também o fechamento do Congresso Nacional.

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