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Pastor é acusado de matar gato a pauladas na Santa Rita

Um pastor é acusado pelo vizinho de matar um gato a pauladas na Vila Santa Rita, região Sul de Franca. O caso aconteceu na noite desta terça-feira, 26, e o tutor do animal registrou um boletim de ocorrência contra o homem. Segundo o dono do felino, um sapateiro de 41 anos, o pastor teria matado o gato depois que o animal passou pelo telhado da casa dele, o que acabou fazendo com que a cachorra do suspeito latisse. Irritado, assim que o gato passou para o muro da casa o pastor então teria tentado agredi-lo com uma faca, porém sem êxito. Na sequência, o homem teria desferido diversas pauladas no animal até a morte e o jogado em um bueiro que fica em frente a residência.

O enteado do pastor, segundo o dono do gato, teria presenciado o crime, mas afirmou não ter conseguido impedir a ação já que o homem aparentava estar descontrolado. Para a protetora Maria Luísa Pereira Rosa, do grupo Cão que Mia, casos de maus-tratos são comuns em Franca e, mesmo com o endurecimento da lei, falta respaldo por parte dos órgãos responsáveis. “Infelizmente existem muitos casos de maus-tratos de animais na cidade. Somente aqui no grupo recebemos, por dia, entre 10 e 20 denúncias. Alguns casos ganham repercussão, mas a maioria não aparece”, explicou.

Hoje o grupo abriga aproximadamente 230 animais, entre cães e gatos, grande parte vítimas de maus-tratos.
Abusar, maltratar, ferir ou mutilar cão ou gato é crime e o autor, se condenado, pode cumprir pena de reclusão de 2 a 5 anos, além de pagar multa. No caso de morte do animal essa pena pode ser aumentada de 1/6 a 1/3 da pena.

A reportagem da Folha de Franca entrou em contato com a vereadora Lindsay Cardoso (Cidadania), defensora da causa animal e presidente da Comissão do Meio Ambiente e Animais da Câmara Municipal. “É inadmissível e inaceitável, ainda mais a hipocrisia de um homem que se diz de Deus, pastor e matar um ser indefeso. Espero que ele pague pelo ato. Acabamos de ter uma mudança na lei que a pena pode chegar até 5 anos de reclusão. Eu, como protetora, ainda acho pouco, mas estamos evoluindo e melhorando. Realmente espero que ele pague pelo que fez”, disse a parlamentar, reforçando que as pessoas devem sempre denunciar os maus-tratos. É possível denunciar pelo 153 ou pelo (16) 3724-1033.

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