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Perpétua Amorim brilha nas Letras

Nascida Perpétua Conceição da Cunha Amorim, na pequena Macaúbas, município de Capitólio (MG), Perpétua Amorim é o nome literário da poeta que a Folha de Franca entrevista hoje.

Laureada em mais de 120 concursos literários, ela também foi presidente da Academia Francana de Letras (AFL) por três gestões. Saiba mais sobre o percurso pessoal e artístico desse nome que brilha na literatura contemporânea e até para se apresentar, faz poesia.

Defensora da arte e da cultura, diz ela: “a arte nunca foi tão necessária como agora, em contrapartida, nunca foi tão abandonada e desprezada, nesses tempos de ódio somente a arte nos leva a enxergar o outro e a viver as dores e amores alheios. Quem conhece a importância da cultura na transformação de vidas, continua fazendo arte. Dias melhores virão, dirá a poeta”.

Folha de Franca – Conte-nos sobre o seu percurso pessoal, acadêmico e profissional.

 Perpétua Amorim – Filha da Diquinha e do Waldemar, um fazedor de mágicas conhecido como Mario Rodrigues, por todos daquele lugar (Capitólio). Sou feita de capim rasteiro que espalha na serra, sou contas de rosários, que arrebentam ao rezar, sou milho de pipoca, estouro de alegria nas festas de São João. Sou devota de Santo Antônio, acredito na sorte e algumas vezes no azar. Sou esposa, mãe e avó, faço versos com o único motivo – voar.

Mineiro não gosta de falar o que faz e nem o que vai fazer. Então, vou quebrar a regra e contar minhas andanças acadêmicas e profissionais. Sou autodidata em quase tudo que faço. Minhas andanças acabaram me tirando do banco escolar. Passei boa parte da minha juventude viajando como mochileira ou de carona como se dizia na época. Juntos, o marido e eu, visitamos boa parte do país e alguns vizinhos de fronteiras. Tenho muitas histórias para um livro de memórias. Empregos tive poucos. Apesar da minha verve revolucionária, sou conservadora ao se tratar de trabalho, todos os lugares que trabalhei, fiquei de cinco a dez anos em atividades. Fui balconista, desenhista, secretária de escola. 

Folha de Franca – Quando e por que veio morar em Franca?

Perpétua Amorim – Viemos pra Franca no final de 1979 – meu marido havia concluído a faculdade de Engenharia Civil e as oportunidades de trabalho foram em Franca e em São José do Rio Preto (SP). Eu queria ir pra Rio Preto, porque Franca era muito frio e eu detesto frio. Estamos aqui desde então.

Aqui construímos nossa vida, nossa família. Fomos acolhidos e crescemos com a cidade. Houve um tempo que eu conhecia todos os bairros de Franca e em quase todos eles, tinha uma construção projetada ou construída pelo meu marido. Hoje a situação é diferente, Franca cresceu muito e o nosso foco principal deixou de ser a construção civil, apesar de ter uma filha arquiteta, atuante na profissão.

Folha de Franca – Como a Literatura chegou e se desenvolveu na sua vida? Quais são as suas referências ?

Perpétua Amorim – Sou mineira do pé da serra. O mineiro já nasce contando causos, cantando e tocando viola. Primeiramente a literatura chegou na minha vida através da oralidade, o livro impresso era escasso. Meu pai era um trovador, apaixonado por poesia, ele declamava livro inteiro, decorava cordéis e fazia batalha de trovas com a minha mãe. Minha casa era uma festa, tinha de tudo: música, reza, mágica, dança e poesia.

Tenho grandes referências na poesia, a simplicidade de Cora Coralina e Adélia Prado, recentemente Conceição Evaristo. Gosto de Neruda, Leminski e Quintana, na prosa Guimarães Rosa me encanta e leva-me ao sertão que percorri nas histórias contadas pelo meu pai.

Não posso deixar de falar da literatura francana, tenho por aqui referências das quais tenho a honra e o orgulho de ser contemporânea, dentre muitas cito a poesia de escárnio de Ivani Marchesi (segundo a própria Ivani, eu gosto do mal feito) pode até ser verdade, ao meu ver, poesia tem que sacudir e ter movimento.

Folha de Franca – Fale sobre a sua atuação na Academia Francana de Letras. Quais as vitórias e desafios até aqui?

Perpétua Amorim – A Academia Francana de Letras foi uma oportunidade de crescimento pessoal, que sem querer, eu vivi. Digo sem querer, porque fui convencida a assumir a presidência da AFL pelo querido amigo Joca (José Eurípedes Ramos). Foi ele que vislumbrou a dupla Perpétua/Ivani para conduzir a AFL. O primeiro desafio foi aceitar o cargo. Depois vieram tantos outros. Costumo dizer que “foi bom  porque acabou”. Começo, meio e fim é saudável,  a conclusão de um trabalho sempre deixa boas lembranças.

A sintonia e companheirismo da diretoria foi o grande mérito da nossa gestão, ficamos três mandatos à frente da AFL, fizemos quase tudo que planejamos, em 2020 não conseguimos realizar os eventos programados, devido a pandemia do corona vírus, assim o evento “Natal iluminado nas janelas da AFL”, realizado em dezembro de 2019, marcou o encerramento da nossa gestão..

Durante seis anos a nossa diretoria traçou metas e planos que foram executados com o apoio de todos os acadêmicos. Ivani foi a grande parceira na construção de ideias, execução de projetos e reestruturação da AFL

A primeira gestão foi o biênio 2015 e 2016.

Tempo que reservamos para organizar a história e a trajetória dos 20 anos de AFL, comemorados em dezembro de 2016.  Organizamos e lançamos o livro “ Memórias da AFL”, com a participação de todos os acadêmicos. Paralelo a organização do livro, trabalhamos na divulgação da instituição, no propósito de fazer da AFL um espaço mais aberto e pronto para receber novos acadêmicos e a comunidade. O trabalho de campo foi bem sucedido. A participação das escolas públicas foi a grande marca da primeira gestão.

A segunda gestão foi o biênio 2017 e 2018

Foi destinado a organizar a parte estrutural e física da AFL.  Durante vinte anos de existência a instituição não teve endereço fixo. Em 2017 conseguimos um espaço definitivo, 02 salas no Museu Casa de Cariolato.  Organizamos o acervo literário, foi aprovado o tombamento dos bens materiais da AFL, entre eles, mais de 1600 livros. Na sequência, mais duas salas passaram a fazer parte das dependências da AFL, aí montamos o espaço do Acadêmico Luiz Cruz de Oliveira e a Sapataria Literária, cedida pela Ribeirão Gráfica e pelo escritor Luiz Cruz. Adquirimos mobiliário de qualidade para a nossa sala de reuniões, mesa e cadeiras nomeadas para os acadêmicos, organizamos a galeria dos ex-presidentes e aumentamos o número de acadêmicos. Os trabalhos nas escolas cresciam e alcançavam êxito.

A terceira gestão 2019 e 2020. História e espaço físico organizados, direcionamos o foco para o projeto do crescimento intelectual e social da AFL. Investimos em contatos com os escritores locais e continuamos os trabalhos nas escolas. Criamos as reuniões literárias, as quais eram abertas a comunidade de escritores em geral, com espaços para os mesmos apresentarem seus trabalhos. Fomos surpreendidos com excelentes palestras literárias. Na Feira do Livro de 2019, tivemos uma atuação forte e produtiva. Criamos uma programação destinada à homenagear as mulheres escritoras de Franca, denominado “As damas da literatura francana”.  Mulheres acadêmicas homenageando grandes escritoras da nossa cidade, desde Evelina Gramani. Encerramos o ano com um evento que ficará marcado na nossa administração. O “Natal iluminado nas janelas da AFL”. Fechamos a rua Campos Salles, em frente ao Museu Cariolato, colocamos cadeiras na rua e durante uma semana, alunos e artistas convidados apresentaram músicas e poesias nas janelas do museu…  o que foi visto por mais de 1500 pessoas. Foi apoteótico! Maravilhoso!

A programação de 2020 seria maravilhosa … seria! Quem sabe um dia outras janelas se abrirão e a música e a poesia invadam as ruas de Franca, numa só voz.  Quem sabe!!

Folha de Franca – Fale sobre sua participação na Academia Feminina Sul Mineira de Letras que você mencionou.

Perpétua Amorim – Nossa querida AFESMIL – Academia Feminina Sul Mineira de Letras foi presente e resgate de raízes. Fazer o caminho de volta às minhas origens, guiada pela poesia é sem dúvida uma dádiva, agradeço muito cada passo e cada abraço virtual (por enquanto) em direção a minha infância.  Em contrapartida é muito trabalho fazer parte da diretoria de uma academia recém-criada, é muita responsabilidade administrar o crescimento, expectativas e sonhos de grandes escritoras, mulheres jovens e experientes esparramadas por todo o Brasil e no exterior, no propósito de revelar o Sul mineiro em todas as suas franjas, nas serras, nos campos e nas águas. São muitas atividades. Estou como primeira tesoureira da instituição, tarefa árdua e nada poética.

A sede da academia fica em Poços de Caldas e de acordo com os novos tempos, nos encontramos virtualmente para reuniões e estudos.

Folha de Franca -Você disse que na pandemia se isolou, de fato. Como tem sido esse período?

Perpétua Amorim – Sim. Minha família optou por um isolamento rígido, tipo portão fechado, ninguém entra e ninguém sai, temendo o desconhecido.  Na minha inocente esperança de poeta, acreditava que ficaríamos assim uns 15 dias. Nesse início, eu escrevia sem parar, tinha necessidade de registrar tudo. Quando percebemos, já era outro inverno, outro outono, outra primavera e outro verão, olhando as folhas caindo uma a uma e o vento soprando entre cruzes e lágrimas. Foi muito difícil os primeiros dias. Com o tempo a nosso favor, desejos antigos ganharam formas. Sempre tive vontade de dedicar-me ao artesanato, devido a compromissos esse desejo ia ficando de lado, então o isolamento permitiu um novo desafio. Fiz alguns cursos pela internet e passei a produzir sistematicamente.

Folha de Franca – Que tipo de artesanto você produz? Perpétua Amorim –

Eu gosto de aproveitar oportunidades de aprender sempre, minha curiosidade chega ser atrevida. O ser humano é capaz de fazer qualquer coisa, desde que se dispõe ao exercício de errar, fazer de novo e sempre, até chegar ao certo, ou à perfeição. Artesanato pra mim é o poder de imaginar algo, elaborar e ter a ideia pronta na palma da mão.

Faço patchwork, macramê, crochê (em folha seca) bijuterias  em crochê com fio metalizado e em fibras naturais, bordados e umas coisinhas mais.

Folha de Franca -É a literatura traz em si uma forma de artesanato?

Perpétua Amorim – Sim. “A literatura, segundo o filosofo francês Louis Gabriel Ambroise é a expressão da sociedade, como a palavra é a expressão do homem”. O artesanato é a expressão genuína de uma cultura, elaborado por mãos que contam histórias, num eterno  ponto a ponto, nó sobre nó, até formar uma peça única sobre um tear imaginário, milagrosamente tecendo o passado e o presente, reescrevendo mensagens remotas. Simplificando ainda mais, a literatura é o tecer de palavras, o artesanato é o tecer de ideias.

Folha de Franca- O que a literatura trouxe e traz à sua vida?

Perpétua Amorim – A literatura, em especial a poesia levou-me a lugares que jamais teria indo, caso não fosse poeta. Conheci cidades e fui recebida com distinção em muitas delas, fiz grandes amizades em situações honrosas como poeta. Sou grata, muito grata por ter sido escolhida pela literatura, pois penso que o gosto pelas letras modificou minha vida.

Folha de Franca -Quais são seus planos para a retomada pós-pandêmica?

Perpétua Amorim – Tenho alguns projetos em espera.

 Em breve devo lançar um livro de microcontos, estou conversando com os editores e organizando os textos. Além disso, pretendo dedicar-me um pouco mais a literatura infantil.  Acabo de receber da Editora Philia, que é especializada na publicação de literatura infantojuvenil, uma coletânea que traz um conto meu “Cumplicidade do tempo” o que deixa-me muito honrada e animada em investir nessa área.

Outro projeto que está pronto para execução é a gravação de um vídeo na região dos lagos em Minas Gerais, lugar em que nasci. O vídeo terá imagens  e uma coleção de poemas autorais, com referências aos mineiros. Será um presente aos mineiros/francanos que vivem por aqui e têm raízes por lá.

Quero começar 2022 em plena atividade, pretendo viajar, participar de festivais, que eu gosto muito. Visitar meus familiares, que não vejo desde março de 2020.

Folha de Franca – O que você diz de Franca do ponto de vista da Cultura?

Perpétua Amorim – Franca precisa de muito para chegar ao aceitável em relação a cultura. Cidades do mesmo porte ou bem menor do que a nossa, têm uma movimentação bem mais significante do que Franca.

A secretaria de cultura faz muita falta para o município. Franca tem grandes escritores premiados nos melhores espaços culturais do país, tem músicos excelentes, artistas respeitados que merecem ser vistos como profissionais de grande valia para o desenvolvimento saudável da comunidade.

A arte nunca foi tão necessária como agora, em contrapartida, nunca foi tão abandonada e desprezada, nesses tempos de ódio somente a arte nos leva a enxergar o outro e a viver as dores e amores alheios.

 Quem conhece a importância da cultura na transformação de vidas, continua fazendo arte. Fazendo arte como um sacerdócio, em parcerias ou com recursos próprios, com pires na mão e bolso vazio.

Folha de Franca- Como você vê o Brasil hoje?

Perpétua Amorim – O Brasil nos surpreende, negativamente, todos os dias. Quando pensamos que já vivemos tudo de estranho, aparece uma novidade pior ainda.  

A fome.  A violência. O ódio desfilam diante dos nossos olhos, numa descoberta diária.

Até mesmo a natureza está nos colocado à prova. 

Desejo que a resistência seja uma constante nesse cenário e que não se perca a capacidade de indignar-se.

Dias melhores virão, dirá a poeta.

Folha de Franca – Você é ativa participante de projetos culturais. Fale um pouco sobre isso.

Perpétua Amorim – Organizamos e executamos em Franca o Projeto Pão e Poesia –  antes, realizado em Minas Gerais e em diversas cidades do Brasil. Pão e Poesia  desponta na cena cultural com a apropriação de embalagens utilizadas nas padarias para divulgar as artes plásticas e  poéticas, vinculando a necessidade de atender “a fome de pão” dos consumidores , ao prazer destes em poderem saciar “a fome de beleza”, a partir do alimento poético. Em 2011, fizemos a 1ª edição na cidade de Franca. Foram confeccionados 15 mil unidades de embalagens, com a participação de poetas francanos convidados e o apoio da Bolsa Cultura do município, de lá pra cá, acalentamos o desejo de continuar com o projeto, ampliando para a rede pública municipal de ensino, através de oficinas de criação poética e desenho, a produção poética e as imagens criadas pelos alunos, ilustraram as embalagens. Em 2019,  com o patrocínio da Bolsa Cultura,  foi possível  a realização da 2ª edição,  com os alunos da rede pública municipal. Foram 09 escolas contempladas com oficinas de poesia e desenho, num total de  390 alunos de 3º e 4º anos do ensino fundamental, o resultado das oficinas estamparam 40 mil embalagens distribuídas gratuitamente para a comunidade.

Estamos preparando a 3ª edição, será uma versão feminina, e levará a assinatura de Rebeca Amorim, responsável pela marca “Elas na Cena”.

Folha de Franca – Quais foram os seu livros publicados  e os prêmios literários que você obteve?

Perpétua Amorim – Livro Ramalhete de mim  – poesias – Franca SP, Ribeirão Gráfica e Editora, 2004    – 96 pág.  ISBN 85-86996-86-6

Livro Memórias da Academia Francana de Letras   – em parceria com Ivani Marchesi – memórias  – Ribeirão Gráfica e Editora – 2017, 224 pag. ISBN 978-85-7681-314-9

Participação em 75 antologias, resultado de Prêmios Literários por todo o Brasil desde 2010 até a presente data, duas em Portugal; Convidada pela UFMG- para participar da Antologia Presente, com o poema Ramalhete de Mim. Antologia que reúne os clássicos da literatura nacional e os novos poetas; Premiada e/ou selecionada em mais de 120 concursos literários nacionais e internacionais (Portugal), representando a cidade de Franca com poemas, crônicas e contos;

Selecionada para o projeto Poesia em ônibus e trem de Porto Alegre e Poesia em ônibus de Gravataí – nos anos 2012 e 2013.

 Prêmios mais relevantes nos anos de 2018 de 2021: • Angra dos Reis -Prêmio Brasil dos Reis ( duas vezes) – premiada com o poema “ Fazendo Rapel em cortina” – segundo lugar nacional e 1º interpretação (feita por um artista local) e menção honrosa.

  •  • Ribeirão Preto (duas vezes) –  3º lugar com a poema “ Cegueira nossa de todos os dias” e  Prêmio Marina Colasanti – com a crônica “Samsara” –segundo lugar
  • • Fortaleza – Editora Karua – quarto lugar com o poema “Ocre”, publicação de antologia
  • • Pindamonhangaba -Festipoema – classificada para a final em 13 e 14 de outubro/2018 – com o poema “Conto de fadas”
  •  • São Fidelis – RJ – Primeiro lugar com o poema “O fazedor de mágicas” no Festival de Poesia Falada de São Fidelis/2019
  • • Rio de Janeiro – selecionada com o poema “Te esperando com Buarque” para participar da edição especial da Revista Philos, Rio de Janeiro – publicação de aniversário de 50 anos do Centro Educacional Anísio Teixeira e homenagem ao musico Chico Buarque.
  • • Finalista nos festivais de poesia de Campos de Goytacazes – Festcampos e Festival de São Fidelis – ambos no estado do Rio de Janeiro 2020
  • • 1º lugar no Concurso Literário dos Inhamuns – Ceará
  • • Selecionada no projeto Teus Olhos Rímel com Poesia/2021 – Recife
  • • Publicada em 3 edições da Revista Ecos da Palavra – Portugal
  • • Publicada na Antologia Ultima Quimera – Editora Immortal
  • • Publicada na Antologia Auta Verocidade – Editora Elemental
  • Publicada pela Editora Phillia – Conto Infantil – “Cumplicidade do tempo” – 2021
  • Selecionada e publicada na antologia Prêmio Gravatal  2021– com o poema  Folheando Neruda
  • Selecionada e publicada pela Editora Escryba – com o conto  Caçadores de sol   – 2021
  • Selecionada para COLETÂNEA DE CONTOS DE HUMOR – RIR PRA NÃO CHORAR  –  Felicidade Postiça – 2021             – Entre outros.

Vanessa Maranha

É Psicóloga, Jornalista, Escritora Premiada, colunista da FF.

3 Comentários

  1. Parabéns, poeta q tanto admiro. Aqui pude conhecer um pouquinho mais da trajetória q confirma sua maneira de ver e degustar o mundo…todas as premiações q muitos ignoram e q confirmam sua grandeza! Bjs, com carinho e admiração.

  2. Parabéns, Vanessa, por recolher memórias q estão esparramadas na terrinha, escondidas para olhos distraídos… você sabe colocar uma lupa potente e engrandece você e a quem ilumina.

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