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Com mais de 500 moradores de rua, Franca vive situação de medo e preocupação

Um problema antigo em Franca se agravou durante a pandemia e tem preocupado a população. Moradores em situação de rua é uma realidade cada vez mais presente na cidade e, em muitas ocasiões, tem gerado medo e assustado os francanos.

Com mais de 500 pessoas vivendo em situação de rua na cidade, de acordo com levantamento feito recentemente pela Prefeitura, pontos tradicionais de Franca foram ocupados pelas pessoas que buscam um abrigo, principalmente durante as noites. Praças Barão e Nossa Senhora da Conceição, no Centro; os viadutos “Clóvis Avelar Meneghetti”, na Avenida General Telles, e Dona Quinta, na Avenida Ismael Alonso Y Alonso; e o prédio da Estação Mogiana são apenas alguns exemplos de locais que foram tomados pelos moradores em situação de rua.

Nas últimas semanas, após a Prefeitura começar a construção de um centro esportivo na Avenida William Azzuz e retirar algumas pessoas que haviam montado barracas no canteiro Central da avenida, outro ponto a ser tomado pelos moradores em situação de rua foi a praça 1º de Maio, mais conhecida como praça da Jussara, na Estação.

De acordo com comerciantes e moradores da região, que preferiram não se identificar alegando medo, as pessoas em situação de rua que antes ocupavam o espaço na Vila Gosuen, se transferiram para a praça.

“Depois que retiraram os moradores da Gosuen eles acabaram montando suas barracas aqui na praça. Eles penduram roupas na fonte, fazem suas necessidades, deixam o lixo jogado. Muitas vezes são agressivos quando pedem ajuda e não recebem dinheiro, evitamos sair de casa em diversos horários, infelizmente dá muito medo”, disse uma moradora das proximidades.

“A gente tem pena, mas também tem medo. É uma situação que precisa ser resolvida. Eles precisam de ajuda e tem que ser o poder público a fazer isso”, disse uma dona-de-casa da região da Estação.

“Esses dias um desses moradores empurrou uma pessoa que recusou dar dinheiro para ele. Aqui temos muitos estabelecimentos e não temos o que fazer. É chamar a Polícia e depois eles voltam, ainda mais agressivos”, relatou um comerciante.

“Eles abordam as pessoas de forma brusca, muitas vezes constrangendo e intimidando durante a abordagem. É um problema que existe há muito tempo, mas precisa ser resolvido. Sabemos que esses moradores precisam de dignidade, mas também sofremos com a situação”, disse outro morador da região.

Existem relatos também de comerciantes que atuam na feira da Estação que reclamam das abordagens que são feitas pelos moradores em situação de rua.

Em busca de solução

Em busca de solucionar o problema, a Prefeitura lançou o programa Dignidade, no mês passado, e segue atendendo às pessoas em situação de rua, através de um conjunto de ações (Abrigo, Casa de Passagem, Pernoite, Centro de Referência, Abordagem Social e Projeto Moradia Primeiro).

Atualmente, de acordo com a Prefeitura, dentro da ação Moradia Primeiro, 27 pessoas estão recebendo auxílio aluguel, quando a administração paga o aluguel de uma residência para esses moradores que estão sendo reinseridos na sociedade, até que eles sejam recolocados no mercado de trabalho.

As medidas, embora importantes, por enquanto não têm conseguido resolver o problema de forma mais efetiva.

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