Pele após os 50: niacinamida ajuda, mas exige paciência

O uso de um hidratante facial com niacinamida pode ajudar a melhorar a aparência do tom irregular e dos poros, além de favorecer a hidratação da pele. Segundo dermatologistas, após os 50 anos, esses cuidados ganham atenção diante do ressecamento e das marcas acumuladas pela exposição solar. Os benefícios, porém, dependem da formulação, da tolerância e da continuidade do uso.
Com o envelhecimento, a pele tende a ficar mais seca e pode apresentar alterações de firmeza e textura. Nas mulheres, as mudanças hormonais da menopausa também podem aumentar o ressecamento e a sensibilidade. A escolha do cosmético, no entanto, deve acompanhar as necessidades atuais da pele, observando descamação, sensibilidade e brilho excessivo para selecionar uma textura que possa ser usada regularmente.
Os benefícios da niacinamida
A niacinamida é uma forma da vitamina B3 utilizada em cosméticos para diferentes necessidades. Entre os benefícios possíveis na fórmula de um hidratante, estão:
- Ajudar a manter a hidratação e reduzir a sensação de ressecamento;
- Favorecer uma aparência mais uniforme em determinadas alterações de pigmentação;
- Contribuir para deixar a textura da pele visualmente mais regular;
- Auxiliar no equilíbrio da oleosidade em algumas pessoas;
- Tornar os poros menos aparentes, sem eliminá-los.
A sensação de maciez proporcionada pela base hidratante pode aparecer antes das mudanças no tom da pele. Para avaliar manchas e textura, é mais realista pensar em semanas de uso contínuo, com uma observação ao longo de dois a três meses.
Cuidados na rotina
Para incluir o produto sem irritar a pele, o hidratante facial com niacinamida pode entrar em uma rotina simples após a limpeza. Recomenda-se escolher uma textura compatível com o ressecamento ou a oleosidade do rosto, dar preferência a fórmulas sem fragrância e evitar acrescentar vários ácidos e esfoliantes ao mesmo tempo. O uso deve ser interrompido se aparecerem ardor persistente, coceira ou vermelhidão.
Durante o dia, a rotina deve ser completada com protetor solar de amplo espectro e FPS 30 ou superior. A exposição solar sem proteção pode favorecer novas alterações de pigmentação e dificultar o cuidado com as existentes.
O acompanhamento com o dermatologista é indicado quando manchas mudam de cor, formato ou tamanho, bem como no caso de lesões que sangram ou não cicatrizam. O profissional também pode ajustar os cuidados caso o rosto permaneça irritado ou o uso contínuo não ofereça a melhora esperada.







