Unesp abre inscrições para o vestibular 2027 nesta sexta; veja dicas de estudos!
Entender o perfil da prova e se preparar com antecedência aumenta as chances de aprovação no concorrido processo seletivo
Universidade Estadual Paulista (Unesp) abre nesta sexta-feira, 04 de setembro, as inscrições para o seu vestibular 2027. Os candidatos têm até o dia 20 de outubro para se cadastrar pelo site da Fundação Vunesp, responsável pela banca do processo seletivo, que é considerado um dos mais concorridos do país, exigindo dos candidatos preparo técnico, leitura crítica e equilíbrio emocional.
Com 34 unidades universitárias, disponíveis em 24 cidades (Araçatuba, Araraquara, Assis, Bauru, Botucatu, Dracena, Franca, Guaratinguetá, Ilha Solteira, Itapeva, Jaboticabal, Marília, Ourinhos, Presidente Prudente, Registro, Rio Claro, Rosana, São João da Boa Vista, São José do Rio Preto, São José dos Campos, São Paulo, São Vicente, Sorocaba e Tupã), a Unesp foi criada em 1976. É uma universidade pública e gratuita que está entre as maiores e melhores do país e da América Latina, desenvolvendo atividades de ensino, pesquisa e extensão universitária em todas as grandes áreas do conhecimento.
Segundo Peter Rifaat, coordenador pedagógico da Escola Internacional de Alphaville, de Barueri (SP), o vestibular da Unesp é pensado para identificar candidatos que vão além da simples memorização de conteúdo. “A banca da Vunesp valoriza consistência, leitura atenta e capacidade de argumentação. Espera dos estudantes capacidade de leitura, interpretação e argumentação, exigindo que consigam relacionar diferentes áreas do conhecimento e se posicionar de forma crítica diante dos temas propostos”, explica Rifaat.
Como é a prova?
A prova da Unesp é conhecida por seu caráter interdisciplinar e por valorizar a interpretação de textos, gráficos e imagens, mais do que a memorização.
Primeira fase: a primeira fase da prova, de conhecimentos gerais, tem duração de 5 horas, e está marcada para 22 de novembro, um domingo. É composta por 90 questões objetivas, distribuídas entre áreas da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para o Ensino Médio: Linguagens e suas tecnologias (língua portuguesa e literatura, língua inglesa, educação física e arte); Ciências Humanas e Sociais Aplicadas (história, geografia, filosofia e sociologia); Ciências da Natureza e suas tecnologias (biologia, química e física); e Matemática e suas tecnologias.
Segunda fase e Redação: quem for aprovado na primeira fase, é convocado para a segunda fase do processo seletivo, programada para os dias 13 e 14 de dezembro (domingo e segunda-feira).
A prova do primeiro dia da segunda fase, de conhecimentos específicos, é composta por 24 questões discursivas; contemplando as áreas de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas (história, geografia, filosofia e sociologia); Ciências da Natureza e suas tecnologias (biologia, química e física) e Matemática e suas tecnologias.
Já o segundo dia da segunda fase, de conhecimentos específicos, traz 12 questões contemplando a área de Linguagens e suas tecnologias (língua portuguesa e literatura, língua inglesa, educação física e arte); e a Redação, de gênero dissertativo, que avalia as propriedades de progressão temática, coerência e coesão, privilegiando-se a modalidade escrita culta.
A redação da Unesp costuma propor temas de relevância social, em formato de dissertação argumentativa, pedindo que o candidato apresente ponto de vista claro, argumentos bem estruturados e repertório sociocultural pertinente.
Nos últimos anos, os temas da redação do vestibular da Unesp foram os seguintes:
2026 – “Vivemos hoje uma epidemia da solidão?”
2025 – “Medicalização da vida: a quem interessa?”
2024 – “É possível um mundo off-line?”
2023 – A “lógica do condomínio”: o espaço público está em declínio?
2022 – A tristeza em tempos de felicidade compulsória
2021 – Tempo é dinheiro?
2020 – O carro será o novo cigarro?
2019 – Compro, logo existo?
2018 – O voto deveria ser facultativo no Brasil?
2017 – A riqueza de poucos beneficia a sociedade inteira?
Para alguns candidatos, a depender do curso, após a aprovação na segunda fase, há ainda uma prova de habilidades específicas, destinada a avaliar o potencial e aptidão do candidato para o curso escolhido.
Preparação para a prova
De acordo com o educador da EIA, a preparação ideal começa com antecedência. “Criar uma rotina de estudos consistente, ler com frequência, acompanhar temas da atualidade e resolver provas anteriores ajuda o candidato a ganhar segurança e a se familiarizar com o perfil da prova”, orienta.
Segundo Rifaat, durante a preparação, o objetivo é manter o desempenho e chegar à prova com segurança:
- Fazer simulados semanais, respeitando o tempo real da prova;
- Treinar respostas discursivas mais longas, simulando a 2ª fase;
- Intensificar as revisões dos pontos mais frágeis.
Organização semanal
A recomendação do docente é para o candidato estudar, em média, três horas por dia, distribuídas da seguinte forma:
- 20 minutos de revisão do conteúdo estudado no dia anterior;
- 75 minutos de estudo teórico com exercícios;
- 10 minutos de pausa;
- Mais 75 minutos de estudo e prática.
O educador recomenda ainda aos candidatos distribuir os estudos das áreas do conhecimento durante os dias da semana:
- Segunda-feira: Linguagens e suas Tecnologias (Língua Portuguesa, Literatura e Inglês);
- Terça-feira: Ciências Humanas e Sociais Aplicadas (História, Geografia, Filosofia e Sociologia);
- Quarta-feira: Ciências da Natureza e suas Tecnologias (Biologia, Química e Física);
- Quinta-feira: Matemática e suas Tecnologias;
- Sexta-feira: Redação e leitura de atualidades.
Saúde emocional e bem-estar
Segundo Peter Rifaat, cuidar da saúde emocional é parte fundamental da preparação. Manter uma rotina organizada, intercalar estudo e descanso, praticar atividade física e garantir boas noites de sono ajudam a reduzir a ansiedade.
“A Unesp é um vestibular longo e exigente, e o equilíbrio emocional faz diferença tanto na primeira quanto na segunda fase”, afirma. “O estudante que se prepara com constância percebe que o processo de estudo vai além da aprovação: ele desenvolve autonomia, pensamento crítico e maturidade acadêmica, competências que serão valiosas ao longo de toda a vida universitária”, conclui o educador.
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