Polícia indicia empresário por 17 tiros contra casal após show sertanejo em Franca
Polícia Civil concluiu investigação sobre ataque ocorrido em abril; Giovanna Abdalla foi baleada e ficou quatro dias internada, enquanto Marcelo Rossato não foi atingido
Quatro meses depois de uma discussão após o show da dupla Henrique e Juliano terminar com uma empresária baleada em Franca, a Polícia Civil concluiu a investigação e indiciou Rafael Araldi Moreira por duas tentativas de homicídio.
O episódio ocorreu na madrugada de 12 de abril, depois do evento realizado nas proximidades do Franca Shopping. Segundo a investigação, Rafael havia se envolvido em uma discussão com o casal Giovanna Abdalla e Marcelo Rossato durante o show.

Horas depois, a confusão teve um novo e violento capítulo em frente ao imóvel onde Rafael morava, no Jardim Santa Lúcia.
De acordo com a conclusão da investigação, o empresário efetuou pelo menos 17 disparos contra o casal.
Giovanna foi atingida por um dos tiros. Marcelo não foi baleado.
Câmeras registraram chegada do casal
Imagens de câmeras de segurança tiveram papel importante na reconstrução da dinâmica da ocorrência.
Depois da confusão no evento, Giovanna e Marcelo foram até o endereço onde Rafael morava para tirar satisfação.
As gravações mostram a chegada do casal ao imóvel. Giovanna aparece batendo contra o portão, enquanto Marcelo também teria chutado a entrada.
Na sequência ocorreram os disparos.
As imagens divulgadas após o episódio também registraram Giovanna sendo atingida e caindo antes de deixar o local com o marido.
Giovanna ficou quatro dias internada
Giovanna, que tinha 29 anos quando o caso ocorreu, foi atingida na região das nádegas e inicialmente teve o estado de saúde considerado grave.
Ela precisou passar por atendimento hospitalar e permaneceu internada por quatro dias antes de receber alta.
Informações divulgadas à época apontaram que o projétil atingiu uma região sensível e que a empresária precisou de cuidados médicos após o ataque.
Marcelo também estava na linha dos disparos, segundo o entendimento da investigação, mas não foi atingido.
É justamente o fato de os tiros terem sido direcionados contra os dois que levou ao indiciamento por dupla tentativa de homicídio.
Rafael chegou a ser preso
Rafael foi preso logo após a ocorrência. Inicialmente, o caso havia sido registrado como disparo de arma de fogo e lesão corporal.
Na audiência de custódia, porém, a Justiça entendeu que os fatos deveriam ser apurados sob a perspectiva de tentativa de homicídio e decretou a prisão preventiva do empresário.
Pouco mais de uma semana depois, em 22 de abril, a prisão preventiva foi revogada.
A decisão considerou, entre outros aspectos, que Rafael havia acionado a Polícia Militar depois da ocorrência, possuía residência fixa e exercia atividade lícita. Desde então, ele passou a responder ao caso em liberdade.
Defesa alegou legítima defesa
Desde o início do caso, a defesa de Rafael apresentou uma versão diferente sobre as circunstâncias que antecederam os disparos.
O advogado Márcio Cunha sustentou que o empresário teria recebido ameaças antes da chegada do casal ao imóvel e que Rafael acreditou estar diante de uma situação de risco.
A defesa afirmou ainda que os disparos teriam sido efetuados com o objetivo de afastar o casal e sustentou que não houve intenção de matar. Também informou que a arma utilizada era registrada e foi entregue à polícia pelo próprio empresário após a ocorrência.
A defesa de Giovanna e Marcelo, por outro lado, contestou a tese de legítima defesa e sustentou que não existia risco iminente que justificasse a reação armada.
Com a conclusão do inquérito e o indiciamento por duas tentativas de homicídio, o caso segue agora para as próximas etapas na esfera judicial.
O indiciamento representa a conclusão da Polícia Civil sobre os elementos reunidos durante a investigação, mas não significa condenação. A eventual responsabilidade criminal será definida pela Justiça.








