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Presidente da Sabesp realiza reunião na Prefeitura, mas não apresenta solução para falta de água

Representantes da Sabesp realizaram uma apresentação na Prefeitura de Franca na manhã desta sexta-feira, 1º de outubro, onde apresentaram para autoridades, imprensa e população ações que têm sido tomadas para garantir o abastecimento de água da cidade, mesmo diante da seca. Porém, nenhuma nova ação foi informada pela concessionária para evitar a falta de água.

No encontro, o presidente da Sabesp, Benedito Braga, informou que o rodízio “era a única opção neste momento para Franca”, além de afirmar que a obra do Sapucaí-Mirim, prevista para ser entregue no primeiro semestre de 2022, garantirá o abastecimento da cidade, independente da situação climática, até o ano de 2080.
“O rodízio foi uma medida necessária para garantir o abastecimento em Franca. A partir de domingo, 03, temos previsão de precipitações significativas para a cidade e esperamos que já na próxima semana viveremos uma situação menos dramática”, disse Braga. “Estamos hoje aqui para mostrar uma obra que não é para essa seca, mas para a vida. Trabalhamos com uma previsão de que essa obra vai garantir o abastecimento da cidade até, no mínimo, 2080”, completou.

Durante a reunião, Gilson Santos de Mendonça, superintendente da Sabesp na região de Franca, falou sobre a situação que Franca vive hoje – amanhã completa um mês desde que o rodízio de água começou na cidade – e garantiu que a concessionária tomou todas as medidas necessárias para evitar o racionamento, mas afirmou que esta era a única saída neste momento.“

A média de chuva na cidade era de 1.350 milímetros, em 2014, quando vivemos uma situação crítica, choveu entre 950 e 970 milímetros. Neste ano, foi ainda pior e choveu pouco mais de 800 milímetros”, explicou o superintendente, que afirmou ainda que a Sabesp estuda várias alternativas para o abastecimento de Franca desde 2002. “Esses estudos mostraram que o Sapucaí-Mirim era a melhor alternativa e assim fizemos mas, infelizmente, enfrentamos problemas com a primeira empresa que se prolongou por anos na Justiça o que prejudicou a situação”, afirmou.
Vereadores e o superintendente de gestão de empreendimentos, João Francisco Gomes Júnior, e o gerente distrital da Sabesp de Franca, Alex Veronez, também estiveram presentes.

Os representantes da Sabesp prometeram que as obras do Sapucaí-Mirim serão finalizadas ainda no primeiro semestre de 2022. Elas começaram em agosto de 2012 e tinha como prazo de conclusão de 24 meses. Em março de 2015 teve início o processo de rescisão unilateral e em abril de 2016 as obras foram paralisadas.
Apesar de todos os problemas nas obras, quando questionado o presidente da Sabesp negou qualquer responsabilidade por parte da Sabesp, afirmando que “a Sabesp todas as ações possíveis então, quanto a demora da conclusão das obras do Sapucaí-Mirim não temos nenhuma responsabilidade”, concluiu.

Sobre o rodízio em Franca, que tem gerado diversas reclamações por parte de moradores que afirmam que o abastecimento não estaria acontecendo de acordo com o cronograma, Gilson Mendonça informou que os problemas são pontuais e foram causados, principalmente, “na segunda, terça e quarta-feira em decorrência da tempestade de poeira que fez com que a população gastasse mais água. A Sabesp segue à disposição para resolver esses problemas que foram causados por um desequilíbrio, basta a população entrar em contato”, disse.
Já sobre a prorrogação do racionamento, que dura ao menos até a próxima quarta-feira, 6, o superintende afirmou que “quando foi possível, a Sabesp irá flexibilizar ou até suspender o rodízio, mas não seremos irresponsáveis. Já tivemos quantas previsões que não se concretizaram? Assim, seguiremos trabalhando com um cenário conservador”, finalizou.

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