Corpos encontrados em MG podem esclarecer assassinato de caseiro e sequência de crimes em Franca
Polícia aguarda exames de identificação no IML de Araxá. Investigação apura se vítimas são dois homens desaparecidos após a morte de Milton de Sousa do Prado

A localização de dois corpos em uma área rural de Sacramento (MG) pode representar um avanço importante na investigação que apura o assassinato do caseiro Milton de Sousa do Prado, morto em junho, em Franca.
Os corpos foram encontrados na quinta-feira (9) e encaminhados ao Instituto Médico-Legal (IML) de Araxá (MG), onde passam por exames de identificação.
A principal linha de investigação da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) é de que as vítimas sejam Rafael Vitor Silva de Sousa Rosa e Guilherme Henrique Melo da Cruz, desaparecidos desde os desdobramentos do homicídio de Milton. A identidade, porém, ainda depende da conclusão dos exames periciais.
Caso começou com assassinato de caseiro
Milton de Sousa do Prado, de 44 anos, trabalhava como caseiro em uma chácara na zona sul de Franca e foi encontrado morto no dia 16 de junho. Segundo a perícia, ele foi vítima de agressões e o crime passou a ser investigado pela DIG.
Desde então, a investigação revelou uma sequência de desaparecimentos e outros crimes que, segundo a Polícia Civil, podem estar relacionados ao homicídio.
Desaparecimento teria motivado sequestro
De acordo com a investigação, o desaparecimento de Rafael e Guilherme desencadeou uma série de ameaças contra familiares e pessoas próximas.
Uma das vítimas foi Andresa de Oliveira, que, segundo a Polícia Civil, foi sequestrada junto com a filha adolescente e uma bebê de apenas 14 dias de vida.
As três foram encontradas dias depois em uma residência no Jardim Aeroporto III, em Franca, durante uma operação da DIG.
No imóvel, investigadores prenderam um homem de 43 anos suspeito de manter as vítimas em cárcere privado enquanto o grupo criminoso buscava informações sobre o paradeiro dos dois desaparecidos.
Durante a perícia, os policiais encontraram colchões, embalagens de alimentos, fraldas descartáveis e outros objetos que indicavam que as vítimas permaneceram no local por vários dias.
Mulher continua desaparecida
Em depoimento, Andresa afirmou que passou a sofrer ameaças após a morte de Milton e que foi levada para diferentes endereços antes de ser mantida em cárcere.
Outra vítima do caso, Maria Isabel Oliveira Prado, continua desaparecida.
Até o momento, a Polícia Civil não informou onde ela estaria nem em que circunstâncias desapareceu. As buscas continuam.
Exames podem esclarecer parte da investigação
Caso os exames do IML confirmem que os corpos encontrados em Sacramento pertencem a Rafael e Guilherme, a Polícia Civil acredita que será possível esclarecer parte da sequência de crimes investigada desde o assassinato de Milton.
Além da identificação das vítimas, os investigadores trabalham para localizar Maria Isabel e identificar todos os envolvidos nos homicídios, desaparecimentos, sequestros e cárcere privado que compõem uma das investigações mais complexas conduzidas pela DIG de Franca neste ano.






