Franca homenageia combatentes da Revolução Constitucionalista de 1932 nesta quinta
Cerimônia na Praça Nove de Julho lembrará os voluntários da cidade que participaram do movimento e prestará homenagem aos nove francanos mortos no conflito

Franca presta homenagem nesta quinta-feira (9) aos homens e mulheres que participaram da Revolução Constitucionalista de 1932, um dos episódios mais importantes da história de São Paulo.
A cerimônia será realizada às 8h, na Praça Nove de Julho, no Centro, reunindo autoridades, familiares de ex-combatentes e representantes de instituições militares e civis.
Mais do que marcar o feriado estadual, o evento busca preservar a memória dos voluntários francanos que participaram do movimento em defesa da restauração da ordem constitucional no país.
Nove francanos morreram durante o conflito
Entre os centenas de moradores de Franca que seguiram para as frentes de combate, nove perderam a vida durante a Revolução Constitucionalista.
Serão homenageados:
- Adriano Cintra;
- Arnaldo Vilhena;
- Hermes de Moura Borges;
- Jayme Aguilar Barbosa;
- João Batista de Araújo;
- José Ferreira;
- José Rufino;
- Mário Masini;
- Octacilio Dias Fernandes.
Durante a solenidade, será realizada a tradicional chamada de honra em memória dos combatentes, seguida da colocação de uma coroa de flores junto ao Monumento ao Soldado Constitucionalista.
Programação reúne instituições militares e culturais
A cerimônia contará com a participação do Tiro de Guerra 02-013, da Polícia Militar, da Guarda Civil Municipal e da Associação Banda Musical de Franca.
Também estão previstos a entrada dos pavilhões Nacional, Estadual e Municipal, a execução do Hino Nacional e pronunciamentos sobre a importância histórica da Revolução Constitucionalista para o Estado de São Paulo.
O que foi a Revolução Constitucionalista?
A Revolução Constitucionalista teve início em 9 de julho de 1932, quando São Paulo se levantou contra o governo provisório de Getúlio Vargas, reivindicando a convocação de uma Assembleia Constituinte e a elaboração de uma nova Constituição para o país.
Embora o movimento tenha sido derrotado militarmente após cerca de três meses de combates, ele é considerado um marco da história paulista e contribuiu para a convocação da Assembleia Constituinte que resultou na Constituição de 1934.
Até hoje, o 9 de Julho é celebrado como feriado civil no Estado de São Paulo.






