Conselho de Enfermagem entrará com representação no MP contra o vereador Leandro Alves

O vereador Leandro Alves, conhecido como “Leandro O Patriota”, voltou ao centro de discussões no cenário político de Franca após o Coren-SP (Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo) anunciar que irá entrar com uma representação no Ministério Público (MPSP) contra o vereador por assediar profissionais em seus locais de trabalho. Leandro já responde a cinco denúncias no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Municipal de Franca.
Os registros foram motivados por episódios distintos já divulgados pela imprensa local, envolvendo condutas consideradas inadequadas durante o exercício do mandato. As representações tramitam no Legislativo e podem resultar em medidas disciplinares, a depender da análise dos vereadores que compõem o colegiado.
Nos últimos dias, um novo desdobramento ampliou a repercussão do caso. O Conselho enviou uma nota de repúdio à redação do portal Notícias de Franca, criticando atitudes atribuídas ao parlamentar em unidades de saúde do município.
De acordo com o conselho, profissionais de enfermagem do Pronto-Socorro Municipal “Dr. Álvaro Azzuz” teriam sido alvo de constrangimentos durante o exercício da função, sob a justificativa de fiscalização por parte do vereador.
Na nota, o Coren-SP ressalta que a enfermagem possui autonomia técnica e respaldo legal para atuação, além de direitos assegurados pelo Código de Ética da categoria. Entre eles, estão o exercício profissional em ambiente livre de violência, a possibilidade de solicitar desagravo público e o direito de não ter sua imagem exposta sem consentimento.
Diante da gravidade da situação, uma comissão do conselho esteve na unidade de saúde no último dia 1º de maio, data em que se celebra o Dia do Trabalhador, para acolher e orientar os profissionais sobre medidas legais cabíveis. A ação contou ainda com a participação do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Franca.
O Coren-SP também informou que irá acionar o Ministério Público para apuração dos fatos. Segundo a entidade, as atitudes atribuídas ao vereador vão na contramão do bem-estar coletivo e do direito a um atendimento seguro e de qualidade.
Ainda conforme levantamento do conselho, cerca de 80% dos profissionais de enfermagem no estado de São Paulo já sofreram algum tipo de violência no ambiente de trabalho. Para a entidade, esse cenário precisa ser combatido com rigor.







