Opiniões

Sem dublê

O agro tem sido a bola da vez.

Suas cargas são valiosas, principalmente as de grãos.

Falsificação de fertilizantes, roubo de gado, roubos, latrocínios, roubas de cargas. O rol é loucura. E enlouquecem quem, além de pagar caro para produzir, ainda tem o governo federal do lado contrário.

Segurança? Menos que a nos oferecem nas cidades.

No play, vamos assistir a uma pega em rodovia, com uma carreta carregada de soja roubada. E os puliça na cola[i]:

Uma perseguição policial, digna de cena de filme de ação, terminou com um caminhão carregado com cerca de 37 toneladas de soja tombado na BR-050, em Campo Alegre de Goiás.

 O veículo havia sido furtado horas antes na cidade de Tupaciguara, no Triângulo Mineiro.

Apurou-se que, após o furto, o cargueiro seguiu pela BR-050 em direção ao estado de Goiás. Durante o deslocamento, o veículo passou pela região de Catalão, onde equipes policiais iniciaram o acompanhamento tático.

Quando os policiais tentaram abordar o caminhão, os ocupantes desobedeceram à ordem de parada e iniciaram uma fuga em alta velocidade pela rodovia. Durante a perseguição, o motorista perdeu o controle da direção e o veículo acabou tombando próximo ao km 163 da BR-050.

Perna pra quem tem

Dois suspeitos abandonaram a carreta no local e fugiram a pé para uma área de mata às margens da rodovia. A carga de soja ficou espalhada e o trânsito precisou de atenção redobrada dos motoristas que passavam pela região.

Deslocamento dos crimes

Subindo o mapa.

Ao longo de 2025, houve uma mudança geográfica na distribuição dos prejuízos com roubo de carga no Brasil: a região Sudeste, que concentrava a maioria dos prejuízos (83,2%) durante 2024, viu sua participação cair para 68,1% em 2025. Apesar da queda de 15,1 pontos percentuais, ela segue como a região mais crítica. Os números são do relatório “Report NS Tech de Roubo de Cargas”, elaborado pela NS Tech, empresa de software para supply chain.

Já no Nordeste, onde a criminalidade passou de pontual para estrutural, Bahia (28,4%), Maranhão (24,7%) e Pernambuco (23,8%) somaram mais de 75% dos prejuízos regionais, indicando concentração em estados com forte circulação logística, grandes extensões rodoviárias e papel relevante no abastecimento inter-regional.

Ninguém vê isso?


[i] @plantaouberlandia

Dr. Theo Maia

Advogado Previdenciarista (OAB-SP 16.220); sócio-administrador da Théo Maia Advogados Associados; jornalista; influenciador social; diretor do Portal Notícias de Franca; bacharel em Teologia da Bíblia; servo do Senhor.

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