A estética corporal em 2026: entre tecnologia e essência

Nas redes sociais, a estética corporal ganhou protagonismo. Se antes os holofotes estavam voltados quase exclusivamente para o rosto, hoje o corpo também é uma fronteira da beleza. Flacidez, celulite e gordura localizada continuam sendo os temas mais mencionados, mas o que chama atenção é a forma como as mulheres têm buscado soluções: menos exageros, mais naturalidade, respeito à individualidade e resultados duradouros.
Valéria Duarte Alves (@valestética2013), esteticista com mais de 10 anos de experiência, acompanha essa transformação de perto. “Já passei por várias ondas da estética, desde os procedimentos mais invasivos até os modismos que prometiam milagres. Sempre defendi uma estética que respeita a essência de cada mulher, sem apagar sua identidade. Agora fico feliz de ver que esse olhar está ganhando mais força”, afirma.
As redes estão cheias de vídeos mostrando tecnologias não invasivas, protocolos combinados e rituais de autocuidado. Radiofrequência, ultrassom microfocado e bioestimuladores de colágeno são os tratamentos em alta, mas o discurso que os acompanha é diferente: não se trata apenas de mudar o corpo, mas de cuidar dele como parte de um estilo de vida.
Na clínica, as histórias se multiplicam. Maria Clara Gonçaves, 28 anos, professora, conta que sempre sentiu pressão para ter “barriga chapada”, mas hoje encara o corpo de outra forma: “Eu quero me sentir bem, não perfeita. Faço tratamento para flacidez porque me ajuda a gostar mais de mim, mas sem essa cobrança de padrão.”
Elza Ferreira, 62 anos, aposentada, vive outro momento, mas valoriza o auto-cuidado: “Depois da menopausa, minha pele mudou muito. Eu não quero voltar no tempo, só quero que ela fique mais firme e bonita. É um cuidado que me dá prazer.”
Já Camila Betonni, 40 anos, empresária, revela que encontrou na estética um espaço de equilíbrio: “O trabalho é corrido, a vida é cheia de cobranças. Vir aqui é tipo ‘meu momento’. Não é só sobre estética, é sobre respirar, cuidar de mim e sair mais leve. E o papo com a Valéria é sempre leve e gostoso. Confesso que às vezes fico ansiosa esperando o dia da estética chegar”, disse ela, sorrindo.
“A estética hoje é um olhar mais cuidados para o corpo, para o rosto, um olhar com respeito. E precisamos usar a tecnologia a favor da saúde e da autoestima, não para fortalecer ilusões ou a busca por padrões inalcançáveis. Esse é o caminho que sempre acreditei e fico feliz de ver que esse movimento cresce a cada dia”, disse Valéria.






