Mistério na morte de professora: exumação é feita e polícia busca nova causa do óbito

A exumação do corpo da professora Tatiane Cintra dos Santos Cardozo, de 42 anos, está sendo realizada nesta quarta-feira (11), em Franca (SP). A medida foi autorizada no último dia 6 de fevereiro pelo juiz José Rodrigues Arimatéa, titular da Vara do Júri, Execuções Criminais e Infância e Juventude da Comarca de Franca.
Familiares, amigos e peritos acompanham a retirada dos restos mortais, que serão encaminhados ao laboratório da Polícia Civil para a realização de novos exames periciais. O objetivo é esclarecer definitivamente a causa da morte da professora, inicialmente registrada como natural.
A investigação ganhou novo rumo após a abertura de um inquérito pela Polícia Civil, motivado por questionamentos apresentados por familiares e pessoas próximas à vítima, que demonstraram contrariedade em relação à Certidão de Óbito emitida na época.
Suspeita de intoxicação
Segundo as apurações, a polícia trabalha com indícios de que a morte possa ter ocorrido em decorrência de intoxicação. Um dos pontos que chamou a atenção dos investigadores foi a constatação, durante exame realizado no Serviço de Verificação de Óbito (SVO), de uma hepatomegalia — aumento anormal do fígado — cuja causa não foi esclarecida à época.
Diante desse elemento e de outras circunstâncias consideradas relevantes, a autoridade policial solicitou a exumação para aprofundar a análise toxicológica e verificar se houve ingestão de alguma substância que possa ter provocado ou contribuído para o óbito.
Relembre o caso
Tatiane foi encontrada morta na madrugada do dia 20 de abril de 2025, na residência da família, no bairro Recanto Elimar, em Franca.
De acordo com o boletim de ocorrência, familiares realizavam uma confraternização no imóvel. Após o término do encontro, o marido da vítima, identificado pelas iniciais W.F.C., percebeu que ela estava passando mal no quarto do casal. A filha tentou prestar socorro, mas não houve sucesso.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado e o médico constatou o óbito por volta das 4h39. O corpo foi encaminhado ao SVO.
No registro policial consta que a professora fazia tratamento para depressão e utilizava medicação. Também foi relatado que ela teria ingerido bebida alcoólica durante a confraternização.
Tatiane era casada há 24 anos e morava com o marido e as três filhas. O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que aguarda os resultados dos exames para definir as circunstâncias da morte.
Fonte: PorçaNews






