Polícia

Justiça autoriza e corpo de professora encontrada morta em Franca será exumado

Novos indícios levaram à abertura de novo inquérito para a investigação da PC que levantou suspeita por morte por intoxicação

A Justiça da Comarca de Franca autorizou a exumação do corpo da professora Tatiane Cintra dos Santos Cardozo, de 42 anos, encontrada morta na madrugada do dia 20 de abril de 2025, dentro da própria residência, no bairro Recanto Elimar, em Franca (SP).

O motivo para a retirada dos restos mortais de Tatiane para investigação seria a abertura de um novo inquérito feito pela Polícia Civil, após familiares e pessoas conhecidas da professora manifestarem contrariedade com a Certidão de Óbito emitida à época da morte.

Segundo o delegado David Abmael David, que comanda as investigações, os familiares relataram um relacionamento conturbado da professora até o dia de sua morte. Além disso, foram encontrados elementos fortes que contrariam o atestado de morte natural, o que levou a polícia a pedir a exumação do corpo da professora para a conclusão do caso.

“Foi observado em exame médico realizado no SVO (Serviço de Verificação de Óbito) de Franca uma hepatomegalia (inchaço exagerado do fígado) com causa não esclarecida. Essa foi uma das suspeitas fortes que nos levou à condução desse inquérito para que a gente possa apurar até que ponto esta hepatomegalia não estava associada a nenhuma substância tóxica que o corpo tenha tenha ingerido”, disse o delegado.

O caso

De acordo com o boletim de ocorrência, familiares realizavam uma confraternização em razão do feriado na residência. Após o término da comemoração, o marido da vítima, identificado como W.F.C., foi até o quarto do casal e percebeu que a esposa estava passando mal.

Ainda segundo o registro policial, a filha do casal tentou prestar socorro à mãe, mas sem sucesso. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado e o médico responsável constatou o óbito por volta das 4h39, sendo solicitado o encaminhamento ao Serviço de Verificação de Óbito (SVO).

No boletim consta que a vítima fazia tratamento para depressão e utilizava medicação. Familiares relataram também que ela havia ingerido bebida alcoólica durante a confraternização.

Inicialmente, o caso foi registrado como morte natural. No entanto, diante de novas circunstâncias que passaram a ser analisadas, a Justiça autorizou a exumação do corpo da professora para a realização de novos exames periciais, que poderão esclarecer as causas da morte.

Tatiane era casada há 24 anos e morava com o marido e as três filhas. O caso segue sob apuração. (Fonte e informações: PorçaNews)

Alessandro Macedo

É jornalista e editor da Folha de Franca

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