Estouro de boiada

O desfile dos carros de bois ia bem.
Bem para quem assistia e achava uma beleza.
Esqueceram, como de costume, de combinar com os ruminantes que se exauriam no peso e no calor, com esforço e desgaste aumentados pelo piso em que tinham de trilhar, asfalto liso e quente.
O refresco, é amargo. De laço a relho, o couro come.
Vamos combinar que é um evento impregnado na cultura de São Gonçalo do Sapucaí, fundada em 2 de março de 1743, o que a torna um município antigo do Sul de Minas Gerais, com uma rica história ligada à mineração e que vai para 283 anos de emancipação político-administrativa.
É bem mais velha que a nossa Franca, que fica ali, no ali de mineiro, nas divisas que ficam debaixo do mapa, que separam os dois estados.
Todavia, não deixemos de registrar que dor é dor, sacrifício é sacrifício e que crueldade é crueldade. Os animais têm suas reações. Não podendo falar – e não seriam ouvidos –, na força do instinto, desembestam para protestarem contra o que lhes faz mal, os expõe a perigos de todo desnecessários.
O recado de ontem está dado: um estouro de boiada é para que se respeite a vida dos animais e dela se cuide. Quem ficou no prejuízo, com carros e chifrudos partindo para a ignorância da autodefesa bovina, dirija-se aos tribunais dos currais e pastos; e das estradas de terra batida.
‘Vai levantando poeira,
Poeira vermelha. Poeira do meu sertão…”
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