O azul libera

Modernidade é meio caminho andado para sustentabilidade e eficiência no controle do trânsito; o tráfego está dentro, é conteúdo.
A aliada da hora tem que ter tecnologia de ponta, de cores, de luzes.
Nada como um laço indutivo, aquele que se não vê, porque é um fio condutor embutido no solo, que funciona como uma antena para detectar a presença de veículos, alterando seu campo magnético e enviando um sinal para sistemas de controle, como cancelas, portões, semáforos, sendo essencial para automação e segurança veicular, especialmente em estacionamentos, por não ser facilmente burlado por pedestres.
Estamos na moda.
– Menos, Batista!
Estamos entrando nela, a partir das experiências de cidades como Fortaleza (a capital cearense), São Caetano do Sul (na região metropolitana da capital paulista), Campinas (a terceira maior cidade paulista, com mais de um milhão e duzentos mil habitantes) e – vejam só! -, Rio Claro (a metade em densidade demográfica de nossa Franca, SP) estão nessa onda azul de racionalidade e de efetivos benefícios para o meio ambiente e a saúde emocional dos condutores de veículos. Economia na manutenção veicular vem junto.
Que novidade há em saber que Curitiba, a bela capital do estado do Paraná, é a pioneira na implementação da tecnologia de semáforos inteligentes no país?
Para não ser injusto com a história, registramos que estivemos, no final dos anos 1990, em um bairro mais afastado do centro de Londrina, para visitar um pequeno cômodo, de porta única de aço, dessas de enrolar na vertical, cheia de graxa nas guias laterais, com o saudoso amigo Tonhão ao volante, em missão oficial enquanto vereador desta cidade de Franca. Ali, disse-nos Sílvia, que um agricultor, seu avô, teria inventado o semáforo inteligente, nos moldes brasileiros, dos que formam ondas sincronizadas nas vias públicas e metem fluidez no movimento da carraiada. Vimos peças e partes de conjuntos de semáforos jogadas para todo lado. Uma zona. Aquilo parecia uma tapeçaria abandonada ou em vias de falência.
A compensar a inspeção, porque antevíamos a indústria da multa que se estabelecia por essas três(entas) colinas francanas e em que a operadora dos radares faturava pelas multas que aplicava, de lá saímos, com direção a outras inspeções de métodos e equipamentos para aplacar aquela fome insaciável por arrecadação da ocasião, para testemunhar a simplicidade e custos relativamente baixos do que um sábio trabalhador da terra havia adaptado.
Em Franca, não deu certo o que se adotou em Londrina como modelo e que conferimos em Maringá e Foz do Iguaçu. Ainda, hoje, não dá certo. Por quê?
Caindo na realidade, para engatar uma primeira, temos que o sistema de semáforo que abre ao passar na faixa azul existe em várias cidades do Brasil e funciona através de sensores de piso, por laços indutivos.
Venha no filminho[i]para não ficar para trás!
O sistema de semáforo que abre ao passar na faixa azul existe em várias cidades do Brasil e funciona através de sensores de piso, reforçamos.
Como funcionam
Se você não se ligar na faixa azul, vai dormir no ponto.
Esses semáforos utilizam sensores instalados no asfalto, logo abaixo ou imediatamente após a linha de parada e a faixa azul demarcada, ali de cara com o farol.
Quando um veículo para corretamente sobre a faixa azul, o sensor detecta sua presença. Com as motos acontece a mesma detecção.
O sistema envia um comando para o controlador do semáforo, que considera essa informação para otimizar o fluxo de tráfego e liberar o sinal verde.
O lerdo ou desavisado, como o do vídeo, ao parar antes ou depois da faixa, o sensor pode não detectar o veículo, e o semáforo pode demorar a abrir; e nem abrir.
Como estamos atrasados nesse assunto.
[i] @dirigireliberdade







