Laudo técnico definirá futuro do prédio do ‘Esqueleto’ no Lima
Nesta semana a Secretaria de Infraestrutura divulgou a empresa vencedora e que realizará o laudo técnico que deve definir o futuro do prédio do “Esqueleto”, no Jardim Lima. Localizado entre as ruas Maria Martins de Araújo e Rosa Candelária Oller e a Avenida Ademar Polo Filho, o prédio foi cedido pelo Governo do Estado de São Paulo para Prefeitura em 2017.
O Esqueleto está abandonado há mais de duas décadas e ao longo desse tempo foi motivo de muitos problemas e, consequentemente, reclamações por parte dos moradores da região. No local, moradores em situação já se instalaram por um bom período. O prédio também já foi utilizado por usuários de drogas, crianças realizaram rapel e até um jovem foi encontrado morto após cair.
O prédio começou a ser construído ainda no ano de 1993, mas nunca foi concluído. O terreno pertencia ao município de Franca e foi doado para o Governo do Estado de São Paulo. Inicialmente o lugar abrigaria a Secretaria da Fazenda. Anos depois, porém, o Estado repassou o prédio para o Tribunal Regional Federal instalar a sede da Justiça Federal, o que também não aconteceu. No fim o Tribunal devolveu o prédio para o Estado que depois repassou para a Prefeitura.
Com o laudo técnico, que tem o prazo de dois meses para ser concluído, a Prefeitura pretende definir o futuro do prédio. Será investido mais de R$ 95,8 mil para a realização do laudo. Dois profissionais engenheiros da Prefeitura acompanharão o trabalho.
Segundo o secretário de Infraestrutura, Nicola Rossano Costa, os responsáveis pela empresa contratada já trabalham nos levantamentos sobre a estrutura. A administração municipal informou ainda que no processo de contratação ficou explícito que a Prefeitura não dispunha de nenhum documento ou projeto a respeito das condições em que a construção foi projetada e conduzida até o estágio em que foi paralisada.
Será realizado um inventário sobre toda a estrutura, os materiais utilizados e as condições atuais, do térreo ao último pavimento, os impactos causados pelas intempéries nesses últimos anos, em que o prédio ficou sem nenhuma manutenção e se teria condições de ser restaurado.
Com o laudo a Prefeitura deve definir o futuro do espaço que, segundo cessão feita pelo Estado de São Paulo, deve ser destinado, prioritariamente, para serviços nas áreas de Educação, Assistência Social ou Saúde.







