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Em concessão as BRs-381/262, rodovias do perigo

O Governo Federal, por meio do Ministério da Infraestrutura, garantiu R$ 44 bilhões de investimentos privados para o setor rodoviário com o edital de concessão das BRs-381/262/MG/ES. Com o lançamento do edital de concessão das BRs-381/262/MG/ES, estão previstos mais de R$ 7 bilhões para a ampliação da capacidade e da segurança de uma das rodovias mais perigosas do país.

 “Hoje é um dia muito especial. Dia que a gente celebra uma conquista de muitos, de celebrar a mudança na qualidade da prestação de serviço ao usuário. Isso é tão importante que a duplicação do lote 7, já concluída, proporcionou uma redução de acidentes de 74%, e de mortes de 67%. Significa que as pessoas vão transitar em segurança, e que os maridos que são caminhoneiros vão poder sair de casa para trabalhar e a esposa em casa vai ter segurança que o marido vai chegar e pais não vão perder seus filhos”, avaliou Tarcísio Freitas. 

Alô São Paulo, alô Rio de Janeiro

Desde 2019, foram assegurados mais de R$ 22 bilhões para cinco projetos rodoviários. Agora, garante praticamente o mesmo montante com a relicitação da Dutra, junto com a Rio-Santos, que acontecerá em outubro – quase R$ 15 bilhões a serem investidos e a concessão de mais 670 quilômetros de pistas entre Minas Gerais e Espírito Santo, em novembro.

Características

Pelo edital, o critério do leilão será híbrido, com uma disputa por menor tarifa com deságio limitado a cerca de 15%, seguido de maior valor de outorga como critério de desempate. É o mesmo modelo da BR-153/080/414/GO/TO e que também será aplicado para a disputa da Dutra.

Outras inovações virão, como o desconto de usuário frequente, para motoristas que trafegam diariamente entre municípios vizinhos, e a redução de 5% para veículos que utilizam qualquer sistema automático de pagamento – motos ficarão isentas de pagamento.

Entre as principais obras estão 402 quilômetros de duplicação, 228 quilômetros de faixas adicionais, 131 quilômetros de vias marginais, 130 retornos, 125 correções de traçado, 40 passarelas, pelo menos dois pontos de parada e descanso para profissionais do transporte rodoviário, além do contorno do município de Manhuaçu (MG), inclusive com a implantação de um túnel.

A licitação beneficiará diretamente diferentes setores produtivos tanto de Minas Gerais como do Espírito Santo, como pecuária, agricultura, mineração e pólos industriais e comerciais. E ainda atenderá o Vale do Aço, importante região composta por siderúrgicas, contribuindo com o setor automobilístico.

A estimativa é de que a concessão gere cerca de 110 mil empregos (diretos, indiretos e efeito-renda).

Laboratório de baterias de carros elétricos

Laboratório será instalado no Campus do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro.

A ideia é que o laboratório possa ajudar a impulsionar a indústria de carros elétricos e híbridos nacionais. – Foto: Banco de imagens do governo federal

O primeiro laboratório para ensaios de baterias para carros elétricos do Brasil vai ser instalado no Campus do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro.

No local já existem 57 laboratórios de alta tecnologia.

O projeto é desenvolvido em parceria com o setor privado e vai contar com equipamentos rastreados e calibrados, que garantam mais segurança e melhor desempenho às baterias dos veículos elétricos.

O Memorando de Entendimento para início do projeto foi assinado nesta semana, em Brasília, por representantes do Inmetro, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) e de uma empresa de certificação de produtos.

O presidente do Inmetro, Marcos Heleno Guerson, ressaltou que a participação da iniciativa privada nas políticas de inovação é essencial para o crescimento do Brasil e que essa parceria é um marco para a instituição. “É um momento de transformação do próprio Instituto, de modernização do Inmetro, é a construção do Inmetro 4.0. Cada vez mais ele se fortalece como um provedor de ferramentas e soluções para apoiar o setor produtivo do que ele em si fazer desenvolvimento de soluções. Nós queremos entregar essas ferramentas para fazer com que o setor possa realmente decolar no país e que a economia possa ser cada vez mais pujante”.

Capacitação

Além de ceder o espaço no Campus de Laboratórios, o Inmetro vai treinar especialistas para manter a rastreabilidade, desenvolver requisitos e programa de acreditação e apoiar a normalização nacional ou regional, em alinhamento com a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) e IAAC (Cooperação Interamericana de Acreditação).

Os Laboratórios Especializados em Eletroeletrônica, Calibração e Ensaios (Labelo) da PUCRS vão gerenciar o fundo arrecadado, construir laboratório e comprar equipamentos.

Já o organismo de certificação de produtos PCN vai fazer a ponte com potenciais investidores, dar suporte para normalização e desenvolver esquema de certificação com base em fluxos já adotados em todo o mundo.

Funcionamento

A previsão é de que o laboratório para ensaios de baterias comece a funcionar em 2023. A ideia é que o laboratório possa ajudar a impulsionar a indústria de carros elétricos e híbridos nacionais. Com a iniciativa, o Brasil também poderá exportar tecnologia e conhecimento aos países vizinhos.

Esse é o Brasil do carnaval, da mulher bonita, das belas praias e da alta tecnologia. Tem jeito.

Aumenta em 52% a produtividade dos pequenos

Resultados do primeiro ciclo da iniciativa mostraram que, em média, os pequenos negócios também tiveram um incremento em 18% no faturamento.

A creche-escola Girassol, no Rio de Janeiro – (Foto: Acervo Pessoal)

A partir do acompanhamento de quase 5 mil empresas que introduziram inovação e melhorias no processo de gestão, verificou-se que, em média, esses pequenos negócios tiveram um aumento de 52% de produtividade e um incremento de 18% no faturamento.

Esses foram alguns dos resultados apresentados por empresas que fizeram parte do primeiro ciclo de atividades do Programa Brasil Mais, que visa aumentar a produtividade e competitividade das micro e pequenas empresas (MPE) brasileiras, trouxe esses resultados a partir de um estudo apresentado na segunda-feira (30/8) pelo Sebrae.

O primeiro ciclo – considerado como um piloto do programa – contemplou 8 mil empresas dos estados de São Paulo, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Sergipe e Tocantins nos segmentos comércio, serviços e indústria, entre os meses de novembro de 2020 e fevereiro de 2021. De acordo com os dados apurados, a melhoria de produtividade foi verificada em 56% dos negócios analisados, com destaque para as empresas do setor da indústria (77%), seguidas pelos negócios de serviços (57%) e do comércio (39%).

A análise comparativa dos resultados alcançados pelas empresas que participaram do Brasil Mais e a Pesquisa Sebrae/FGV sobre o impacto da Covid-19, mostra que os pequenos negócios atendidos pelo Programa registraram um faturamento, em média, 42% superior às MPE em geral.

Retorno

Ainda segundo os estudos, após quatro meses de participação no Brasil Mais, as empresas analisadas no primeiro ciclo geraram R$ 235,9 milhões de valor adicionado, com um acréscimo de R$ 11,5 milhões (5%) quando comparado ao início de sua participação no programa.

Isso mostra que para cada R$ 1 investido pelo Brasil Mais nessas empresas houve um retorno de R$ 1,57 em valor adicionado mensal. Em uma projeção feita para 12 meses, seguindo o mesmo cálculo, o retorno seria de R$ 18,78 (apenas em valor adicionado criado). Assim, é possível afirmar que para cada R$ 1 investido no Programa, o retorno estimado aos cofres públicos, somente em impostos, seria de R$ 1,86, em um ano – tomando como base a alíquota média do Simples e sem considerar outros encargos.

Metodologia

As empresas participantes recebem acompanhamento técnico do Sebrae para melhorar suas práticas produtivas ou gerenciais. O Sebrae também fornece manuais de melhores práticas produtivas e gerenciais, e-books, cursos de capacitação, além de ferramentas para avaliação de maturidade das empresas relacionadas às práticas produtivas, gerenciais e digitais, que estão disponíveis no portal do Brasil Mais.

A meta é contemplar 105 mil empresas em dois anos, sendo que o ciclo de atendimento em cada uma dura quatro meses. Para isso, um time de 1.016 Agentes Locais de Inovação está preparado para atuar em todos os estados brasileiros. Até o momento, 22.250 empresas já passaram pelo Programa e outras 22 mil estão em atendimento.

Ponha o seu negócio pra crescer.

Carlus do Brasil

É fazendeiro e preocupado com o futuro do País

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