Contradição

Morre-se de sede no mar.
Vai-se ao rio e não se acha água.
Meio ambiente. Que caracterização mais acertada para os nossos padrões de ocasião e de ilegítimos negócios e tramoias com as nossas florestas e recursos hídricos!
Políticos demais e políticas ambientais, de segurança alimentar, saneamento básico e de saúde governamentais de menos. A Região Norte que o diga, em dueto com porções destacadamente esquecidas do Centro-Oeste.
Afogamos a infância no abusivo quadro de assédio assistencial e eleitoral que enxerga nossas crianças e adolescentes como números também manipulados.
A fome come solta.
Pratos vazios alimentam a deterioração da saúde, pelas vias dolorosas da desnutrição, enfraquecimento do sistema imunológico e aumento de doenças. Descarrega prejuízos no desenvolvimento físico e cognitivo dos nossos baixinhos, impactando o crescimento e aprendizado. Na economia, o som dos talheres dá de tinir e zunir em questões sociais e de desenvolvimento, tacando fermento no aumento da pobreza e desigualdade, menor produtividade e um ciclo vicioso de miséria.
Esse ciclo é circular. Roda de acordo com os ventos que batem nas hélices dos agrupamentos partidários que se juntam contra nós em federações, frentes, bancadas, coligações, fusões e confusões que nos roubam o direito de viver dignamente.
Bacia-família
Não tem tu, vai tu mesmo!
Pintou turistas, é hora de descer o rio.
Jangadas, catamarãs, lanchas, canoas, coletes salva-vidas, nem pensar. O que o coração não vê, a barriga não cobiça.
Na bacia de plástico duro, bolachas e o que arremessarem ele pega. Vai partilhar em casa. É a ceia dos excluídos.
Enquanto isso, no orçamento do governo do pai dos pobres e mãe dos ricos, toma:
- a equipe econômica enviou nesta sexta-feira (29) ao Congresso Nacional a proposta de orçamento de 2026 com um valor de R$ 1 bilhão para o fundo eleitoral.
No mais, nosso menino ribeirinho segue remando.🙌
👉 @galera_do_agro_brasil







