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“Bem-aventurada aquela que acreditou” (Lc 1,45).

Celebramos solenemente a Assunção da Bem-Aventurada Virgem Maria. É um dogma mariano, uma afirmação de fé formulada como doutrina. “Os dogmas são luzes no caminho de nossa fé que o iluminam e tornam seguro” (CIgC, 89). A Igreja católica afirma quatro dogmas marianos.

Maria é Mãe de Deus, Theotókos, isso é, geradora de Deus. É um título mariano que ilumina os demais. Em relação ao Pai, Maria é a filha predileta e escolhida. Em relação ao Filho, é a mãe da pessoa de Jesus, homem e Deus, é educadora, discípula e companheira. Maria é plena do Espírito Santo. Ela é também a mãe dos filhos e filhas, no Filho Jesus. A Igreja e cada cristão participam da maternidade de Maria.

“Maria permaneceu Virgem, concebendo seu Filho, Virgem ao dá-lo à luz, Virgem ao carregá-lo, Virgem ao alimentá-lo de seu seio, Virgem sempre” (CIgC, 510). Ela concebeu por ação do Espírito Santo, por pura graça e iniciativa de Deus. Também recebeu uma graça extraordinária por ocasião do seu nascimento. E continuou virgem, consagrando-se totalmente a Deus.

O dogma da Imaculada Conceição reconhece a santidade de Maria: ela não conheceu o pecado, para que fosse a digna Mãe do Filho de Deus. Nela habita a graça, por isso é toda santa.

A Igreja celebra a glorificação de Maria em corpo e alma. Ela está no céu, junto de Deus, cheia de graça e luz. Como está na glória, pode interceder por nós.

Após as palavras de acolhida de Isabel à Maria, ela disse uma bela e profunda oração, que chamamos de Magnificat (cf. Lc 1,46-55). Numa atitude de reverência e adoração, ela chama Deus de “Senhor, meu Salvador”. Nessa luz, vê-se como humilde serva, reconhecendo a santidade, a misericórdia e as maravilhas que o Todo-poderoso fez em sua vida.

Deus olha a humanidade: dispersando os soberbos de coração, derrubando do trono os poderosos e despedindo os ricos de mãos vazias; elevando os humildes, enchendo de bens os famintos e socorrendo a Israel.

Para Maria, o Reino já veio. Ela nos ensina a olhar o mundo com os olhos de Deus: com compaixão. A sua oração é uma apelo à conversão: devemos descer do trono da vaidade, do orgulho e do egoísmo, e reconhecer que precisamos de Deus e dos irmãos e irmãs.

Na festa solene em louvor a Nossa Senhora da Glória, rezamos e pedimos a sua intercessão em favor de todos os consagrados e consagradas.

“Agora realizou-se a salvação, a força e a realeza do nosso Deus, e o poder do seu Cristo” (Ap 12,10).

Dom Paulo.

Dom Paulo Roberto Beloto

É Bispo da Diocese de Franca

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