Fiquem os dedos

Hediondo.
Que estrupício é esse que não sai da boca de autoclassificados como pensadores de políticas criminais e de defensores incondicionais da bandidagem de mil faces, porque se embrenhou no poder, de colarinho branco, e foi reproduzir-se nas favelas, nas comunidades de população ordeira a que se nega o direito de moradia digna, para instituir os seus tribunais.
O preço social da propriedade é utopia, coisa de teses e antíteses de mestrandos e doutorandos alienados do Brasil que você quer. E precisamos!
Em um tal de vernáculo, hediondo é o que ou aquilo que provoca reação de grande indignação moral; ignóbil, pavoroso, repulsivo.
Trago o videozinho[i], como mais um dos filminhos que bombam na rede mundial de computadores e telefones móveis, uns xeretas da gota serena!
No dia de ontem, em Osasco, na Grande São Paulo, um criminoso armado, usando uma mochila de entregador de delivery, temos a abordagem de um homem.
O que o marginal queria era simplesmente a aliança de sua vítima.
Deu trabalho para tirar o anel de compromisso conjugal.
O bandido estava aflito com a demora para levar o objeto de seu desejo, porque, em geral, é feito de ouro.
Fora do dedo, o larápio deu de subir na moto e partir para o seu corre nas vias do crime. Tem carta branca para tingir de preto por onde roda.
Vão-se os anéis, …
Vale a pena perder a vida por um bem material?
A resposta depende de quem é o perdedor e de sua visão de mundo, do seu mundo pessoal e familiar: uma aliança nos laça ao amor do nosso amor!
Nessa lamentável ocorrência, vemos, pelo que foi captado pelo circuito de segurança do local, o senhor entregou o objeto. Em seguida, tentou recuperá-lo. Não pensou duas vezes e caiu pra cima do assaltante. Queria seu anel de volta. Recebeu de volta três balaços à queima roupa.
Caso igual
A Cidade de Deus, por ação do diabo, nos últimos dois dias, registra dois casos de tentativa de latrocínio envolvendo o roubo de alianças.
Os ladrões estão de caso com a impunidade garantida pela legislação destas plagas cabralinas. Pragas são eles.
Será investigado o caso. Evidentemente.
Haverá punições? Aí já são outros quinhentos. Quinhentos outros candidatos a serem vítimas de roubo seguido de morte, que a literatura jurídica denomina de latrocínio.
No Código das Penas, lê-se que o latrocínio é o roubo qualificado pela morte da vítima, no art. 157, § 3º.
Estado da vítima
A vítima, ainda não identificada, foi socorrida por familiares e levada ao hospital. Ainda não há confirmação se o objeto roubado foi recuperado. Ficaram os dedos. Pela graça de Deus, esperamos que sua saúde seja restaurada.
[i] @jovenpannews







