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Monalula

O título do que ora desenvolvo poderia ser outro.

O olho d’água da inspiração do quadro é obscuro. O que dele flui é cristalino.

A indecência das reações de pessoas que se põem onde nunca estiveram – e não estarão, fere estátuas. Demove a polaridade das tais.

Antes que os arautos do progressismo gratuito e casuisticamente diluído levante a mãozinha, pedindo questão de ordem, organizamos, indo ao vernáculo, falando de castidade em salão de prostíbulos, para a dissecação do termo decência:

1. conformidade com os padrões morais e éticos da sociedade; dignidade, correção, decoro.

2. conformidade com o que se espera da sua apresentação, qualidade, utilidade etc.

Tivemos que ficar entre negação e oposição ou na significação de movimentação para o interior, para dentro, do prefixo ‘in’, retirando-o da indecência da personagem caricata, premiada por um carreira no serviço público de dar coceira na epiderme da autoestima de Filipe Carvalho Tavares, um gênio que foi para a galeria do RankBrasil, o livro dos recordes brasileiros, com uma façanha impressionante: ele é o recordista com o maior número de nomeações em concursos públicos no Brasil, porque se destacou somente em 16 (dezesseis) dos certames. Fraco, não?

Forte é ela.

De genialidade carece. Sobram-lhe qualidades que a solitária dedicação, a militar disciplina e a perseverança de Jó não deram a Filipe.

Sua carreira não tem pé nem cabeça. Tem coração. Amor à primeira visita. Prefiramos vista.

Por ser um prodígio, teve a graça de entrar para a Itaipu Binacional há vinte anos, jovenzinha, ainda, quase balzaquiana, sem ter que fazer ou enfrentar nenhum concurso ou processo seletivo.

Que mulher de sorte! Não é que somente no final do ano de 2005 é que foi imposta a necessidade de contratações por meio de seleção, naquele modelinho dos incisos I e II, do comentadíssimo artigo 37 – de aplicação contaminada – pleno de rompantes demagógico-institucionais:

I – os cargos, empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros que preencham os requisitos estabelecidos em lei, assim como aos estrangeiros, na forma da lei;

II – a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego, na forma prevista em lei, ressalvadas as nomeações para cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração;

Tamanho brilhantismo intelectual derreteria o pai dos pobres e a mãe dos ricos, para lhe ganhar o coração de papel passado. O mais, passava, desde a especial cela de Curitiba, PR (compreendam: sala, dotada de mobília, instalações e confortos que os apartamentos vendidos ao povo de baixa e média renda não têm em liberdade – ainda que tarde!).

A nossa célebre socióloga, cujos vencimentos mensais atuais superariam, em muito, R$ 25.000,00 (vinte e cinco mil reais) hoje, ativava-se com assuntos de responsabilidade social, em ações de voluntariado empresarial e de equidade de gênero.

Em seu currículo, não é justo que esqueçamos de registrar sua passagem pelos bravos atos e feitos funcionais no remanejamento populacional e fidagal envolvimento com os movimentos sociais.

Tudo a ver, segundo o Plim-Plim!

Como adivinhou que estamos a minutar uma faísca da história vencedora de Rosângela da Silva? Acentuamos com o chapeuzinho o prenome. Conforto. Proteção desde o alto.

A adoção do patronímico do futuro companheiro pouco somaria em sua trajetória e currículo pessoais. Uma das partículas da tríplice primeira parte da identidade nominal do seu príncipe (por justiça, Rei) faria melhor: Lula.

Daí, do namoro à solenidade festeira e festiva, com os rega-bofes, na troca de alianças, aliançou que se chamaria Rosângela Lula da Silva em 18 de maio de 2022.

Sabemos que não você estava lá. Convites restritos a gente de outro patamar e poder. Eram 150. Quase achamos que seriam 13. Foi no Brooklin, bebês! Queriam o quê?

O que tinha de Gil no casório foi uma festa: Zilberto Zil, Bela Zil e Zil do Vigor, do BBB. Que babado!

Sem medo de ser feliz, ela tem metido os pés pelas mãos. Seus memes competem com os de Dilma, que a abençoou no banquete da zona sul da alta roda paulistana.

Dona Ruth Cardoso, Marcela Temer, Dona Marisa Letícia, Michele Bolsonaro, sabem nada do cargo de Primeira-Dama!

Em seu reinado, Janja é o protocolo, o qual manda às favas para se impor à sua maneira ilegal e inconveniente de não ser (primeira-dama).

Apaixonada por gastanças sem-fim, sepulta, de vez, o primeiro-damismo da Sra. Maria Pereira Gomes que, em 1915, esposa do presidente Venceslau Brás, ao contrário de Janja, usou a elite e a grã-finagem brasileira, na Quinta da Boa Vista, na Rio de Janeira que amamos, disposta a arrecadar recursos para favorecer milhões de pessoas atingidas pela seca.

Quanta coincidência, hein?

Nem uma; nenhuma. Pronto, cabô.

Dona de tudo, como deve se sentir, e pelo que passa em sua brilhante cabecinha, vemos o preço do desprezo pela discrição, marca forte que honram as esposas da maior autoridade do Poder Executivo de uma entidade da federação, que acomete a Rainha Janja: caiu na risada, ao lado da Ministra da Cultura, ao lado do corpo de Preta Gil, velada no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, ontem.

Foi-se a sexta, 25 e não …

Azar o nosso de não ter o QI da Janja.

Tomemos a revolta de dois dos presentes naquela última homenagem à Preta, do Gil e do Brasil:

“Olha o respeito! Estamos em velório e não em palanque político”, gritou uma pessoa.

“Gosta de aparecer”[i], rebateu outra. A discussão só acabou com a aproximação de guardas municipais.

Théo Maia

Opiniões

Notícias de Franca


[i] V. https://www.gazetadopovo.com.br/republica/janja-e-vaiada-na-saida-do-velorio-de-preta-gil/

Dr. Theo Maia

Advogado Previdenciarista (OAB-SP 16.220); sócio-administrador da Théo Maia Advogados Associados; jornalista; influenciador social; diretor do Portal Notícias de Franca; bacharel em Teologia da Bíblia; servo do Senhor.

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