Opiniões

Trevo e trevas

Tem quem guente, tem, um negócio desses?

Meme dentre os áudios dos papos retos das redes, é o desabafo que bem define a irritação e o esgotamento da paciência das pessoas que, da noite para o dia, viram a sua rua, a sua praça e as áreas de estacionamento de postos de revenda de combustíveis e barzinhos transformadas em núcleo de explosão de som, consumo de drogas, brigas, tentativas de assassinatos, desacato às autoridades, ameaças, sexo à luz da rua (às vezes, da lua), show de expressões de baixíssimo calão e por aí se desce ao esgoto da degeneração da moralidade.

O bate-estaca bate fundo. Treme casas e corpos. Deles e dos que têm que suportá-los.

O caótico trânsito do entorno da putaria tolerável, para não entrar na lista de perseguidos de traficantes e de toda a sorte do que traduziria o termo mânu (até merece um acento circunflexo na primeira sílaba!), já para estuprar a língua e a garganta de suas estressadas vítimas de todas as idades, tamanhos e classes sociais, dá sinais de longe, a quilômetros.

Lei para essa gente é algo excitante. Infringir leva ao orgasmo.

No nosso São Paulo, vigora a  Lei 16.049/2015, com o objetivo de garantir o sossego sonoro da população e a busca pela diminuição do consumo de álcool e drogas por menores de idade.

Quem mora na capital, prazer, apresento-a aos senhores e senhoras! Boa sorte!

Bom. O porte da cidade e da comunidade pouco influi. A parada é zoar e curtir.

Chamo o vídeo, da agropastoril e nossa concorrente na cafeicultura, no sul de Minas, com seus oitenta mil habitantes, Alfenas:

Um baile funk, gritos e arruaça terminaram com vizinhos e donos de rede Hoteleira, acionando a Polícia Militar pelo 190.

Uma viatura se deslocou para o trevo da city. Ao chegarem no local, o pau moía, interditando um dos lados da Avenida José Paulino da Costa, impedindo que veículos entrassem na cidade.

Os populares que estavam no local receberam a viatura com hostilidade, arremessando garrafas e latas de bebidas alcoólicas nos policiais. Dá para ouvir a moeção.

Devido à recepção nada calorosa, os PMs tiveram que usar bombas de efeito moral e tiros com munições de borracha.

Foram feitas as apreensões dos 5 veículos que estavam impedindo a via e com as caixas de som fora dos carros e duas pessoas presas e conduzidas para a delegacia por desacato e agressão aos policiais.

Convictos de que as ocorrências policiais não viram nada, os frequentadores desses bailes abertos põem os que se sentem certinhos pra dançar.

É o círculo vicioso alimentado pela repetição, dado que, para o psicanalista Christian Ingo Lenz Dunker, professor do Instituto de Psicologia da USP (Universidade de São Paulo), “a repetição é o parceiro da culpa, por isso que falamos que a culpa não muda as pessoas, faz elas continuarem no erro.”

Sociologia ou psicologia não estão na programação dos chegados nesse tipo de evento, tipo assim, pancadão. Quando sentem vergonha, mandam as regras sociais para os quintos do inverno e, em acessos de culpa, peitam policiais e seus iguais humanos, incomodados pela salutar repreensão do que de errado estão fazendo.

Ao invertermos contra os valores morais, e a família, seu ninho que deveria ser intocável, estendemos a corda da frouxidão da baixa transformatividade. Créditos parciais: @passos_24_hs_no_ar

Dr. Theo Maia

Advogado Previdenciarista (OAB-SP 16.220); sócio-administrador da Théo Maia Advogados Associados; jornalista; influenciador social; diretor do Portal Notícias de Franca; bacharel em Teologia da Bíblia; servo do Senhor.

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