
Uma aventura.
Pode ser para você.
Desventura é para cem por cento dos que não podem custear e manter um plano de saúde particular!
Ore, reze, faça novenas, jejuns, todo tipo de penitência e de votos. Tendo que ser transferido de uma UPA, UBS, pronto-socorro e o escambau, para hospitais regionais e de referência e conveniados com o poder público, você vai ouvir:
“Estou a dois passos do paraíso
Não sei se vou voltar
Estou a dois passos do paraíso
Talvez eu fique, eu fique por lá
Estou a dois passos do paraíso
Não sei por que eu fui dizer bye, bye
Por que não se faz Blitz, a fim de apurar, responsabilizar e resolver, com recursos financeiros, tecnológicos e de pessoal – desde mais médicos a técnicos de enfermagem, atendentes, cozinheiros, zeladores, o caos e a via da crucificação a que os Pilatos da política local nos condenaram há anos, mesmo com dois deputados estaduais que têm foro eleitoral na cidade e comarca de Franca, SP?
As disposições orçamentárias, quando caem no caixa dos estabelecimentos hospitalares e correlatos, nada mais são que os lambaris, sardinhas, manjubas, corvinas e piabas que governos federal e estadual liberam de suas partidárias comportas.
Sabe-se lá para que córregos, rios e mares e oceanos do ‘nós contra eles’ vão os graúdos.
Por sua origem e natureza, esses valores, em reais, exigem fiscalização e cobrança de correta e oportuna aplicação em benefícios os usuários do Sistema Único de Saúde.
A Procuradoria da República e o Ministério Público Estadual estão com a palavra para nos defender e socorrer para ontem. Hoje, está começando a ficar tarde!
Rui Barbosa teria metido a língua nos dentes: justiça tardia não é justiça.
O baiano advogado, jornalista, jurista, político (como deputado estadual e deputado federal e senador), diplomata, ensaísta e orador não teve a desdita de viver em tempos de CROSS. Era feliz e sabia.
Do que estamos falando?
Tome politiquês e embromações:
A CROSS (Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde) operacionaliza as ações de regulação, seguindo estritamente as diretrizes definidas pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (CRS/SES-SP) e diretrizes das Portarias GM/MS – 399/2006, GM/MS nº 1559/08 e GM/MS nº 2048/2002.
A Regulação Médica de Urgências tem o objetivo de operacionalizar as ações de regulação segundo determinação, orientação e normatização advindas do Grupo de Regulação da Coordenadoria de Regiões de Saúde da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (CRS/SES-SP), conforme regras claras e bem definidas pelo Conselho Federal de Medicina e pela Portaria Nº 1.559 de 01 de agosto de 2008 do Ministério da Saúde, que institui a Política Nacional de Regulação do Sistema Único de Saúde – SUS, implantada em todas as unidades federadas, respeitando-se as competências das três esferas de gestão, como instrumento que possibilita a plenitude das responsabilidades sanitárias assumidas pelas esferas de governo.
A Regulação de Urgências é composta por uma equipe multiprofissional (médicos, enfermeiros e apoio administrativo) capacitada em regulação, que recepciona as solicitações de recursos inseridas no Sistema de Regulação do Estado de São Paulo – SIRESP, pelos estabelecimentos de saúde vinculados ao SUS, avalia a pertinência da solicitação, classifica e prioriza as necessidades de assistência, visando a busca do recurso solicitado no menor tempo possível.
A CROSS realiza, portanto, o encaminhamento dos pacientes para os equipamentos hospitalares de cada região de acordo com a necessidade do paciente, complexidade do caso e as pactuações expressas através de uma grade regional.
Chegue mais perto: se alguém necessita, agonicamente, de leitos de UTI, exames, procedimentos e avaliação em especialidades médicas, vai ter somente pela hora da morte, depois de um montão de apelos desesperados diante de diretores, secretários, agentes políticos e servidores e se a seleção brasileira não tiver que encarar outro 7 x 1.
Paremos de culpar a Santa Casa de Franca e as dos outros municípios. Os prefeitos pouco podem fazer se não mudarem esse feixe pesado e farpado de normas que desregulam a regulação das atribuições de quem é detentor legítimo das administrações pertinentes. Usurpadores e retentores do dinheiro do povo tomaram os seus lugares.
Chapolin Colorado: e agora, quem poderá nos defender, para a urgente internação de pacientes que, comprovadamente, deveriam estar numa UTI, por exemplo?
Na blitz, boraaaa!
“Longe de casa
Há mais de uma semana
Milhas e milhas distante
Do meu amor
Será que ela está me esperando
Eu fico aqui sonhando
Voando alto
Vou perto do céu.”









É o desespero de um desgoverno, despreparado, ideológico, sem projeto algum de nação. Propalando a todo momento, atrito entre classes sociais, o nós e eles, dissimulando e propositalmente desviando dos escândalos e rombos das contas públicas. Narrativas para seus seguidores se entorpecerem de mentiras, com a cumplicidade da grande mídia e congresso comprados com nossos suados imposto. Seria mais fácil se entregar ao Sr Trump os destinos da nação……
O “SUS Adventure”, como ironicamente intitula o autor, revela a dura realidade de um sistema que, em vez de amparar, frequentemente desampara.
Concordo plenamente com a denúncia da burocracia kafkiana da CROSS e da ineficiência na alocação de recursos, que transformam a busca por atendimento em um verdadeiro calvário. A indignação expressa nas entrelinhas é um grito de alerta para a necessidade urgente de fiscalização e de uma gestão mais transparente e eficiente dos recursos públicos, a fim de garantir que o SUS cumpra seu papel fundamental de assegurar o acesso à saúde para todos.
A metáfora dos “lambaris” e “graúdos” ilustra a triste realidade da corrupção que desvia os recursos destinados à saúde, enquanto os mais necessitados sofrem com a falta de leitos, exames e atendimento adequado.
Urge que a Procuradoria e o Ministério Público atuem em defesa dos cidadãos, para que a justiça não seja tardia, como bem alertava Rui Barbosa.