Vai parar. Vai, vai. Vai parar!

Desde sábado passado, dia 22, a cobra tá fumando e ficando em pé, na ponta do rabo, para o Prefeito Xandão.
É assim que, carinhosamente, chamam o alcaide destas terras de Franca, estado de São Paulo.
O estopim da bagaça está nas manobras que a Administração Municipal escolheu pra minar as forças dos servidores, como que ditando o quê, quanto e quando pode ou não dar algum reajuste nos vencimentos deles.
A coisa tá preta geral.
O que tem de servidor devendo até o cabelo do … (relógio!), pendurado em cartões e consignados, é de dar dó!
Há quanto tempo os que são os responsáveis pela execução real dos planos, ações e programas do Prefeitio não veem um centavo de aumento em sua remuneração?
Desculpas para cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal não colam mais. Tem dinheiro pra tudo, menos para reconhecem os esforços e apertos financeiros daqueles que são os braços, pernas, coração e cabeça de todos os serviços postos à disposição e prestados para a população (eleitores do Chefe do Executivo ou não)!
Tem quem guenta?
O estado de greve é instrumento legítimo de reação ao cala-boca que os servidores não aceitam. E com razão!
Neste sábado, 29, tão no esquenta pelas ruas e Presidente Vargas, do entorno do Paço das centenas de nomeados em cargos em comissão, que colhem os louros na horta do plantio e regas da campanha de 2024.
O fato é que o projeto que estaria sujeito à apreciação dos Senhores Vereadores não muda a realidade humilhante da classe de funcionários – efetivos ou estabilitários (art. 19, do Ato das Disposição Constitucionais da Constituição Federal), e empregados regidos pela CLF, num hibridismo jurídico inusitado – chega ou teve extranumerários (que diabo é isso?). O que têm direito é a aumento real, recomposição salarial pra ontem e reajustes que preservem o poder aquisitivo de seus vencimentos. Os demais itens da pauta de reivindicações são importantes, sim, senhores. Mas o que move o mundo é um tal de dinheiro.
Basta de promessas vãs, nunca cumpridas.
Os servidores (e as suas vítimas diretas, familiares e seus dependentes – que devem ultrapassar a casa dos doze a quinze mil sacrificados e esquecidos) estão de saco cheio.
Errata: sacos e sacolas vazias.
Sei, não. Tô sentindo cheiro de troca de comando sindical. Xiiiiii!







