“Sede misericordiosos, como também o vosso Pai é misericordioso” (Lc 6,36).

No “Sermão da Planície”, Jesus apresenta as exigências do amor cristão: é uma experiência que vai além dos legítimos “amor eros”, de atração, instintivo e possessivo, e do “amor filia”, de amizade, para alcançar o “amor ágape”, de doação, oblação, generoso e gratuito, capaz de se estender até aos inimigos. Este amor inpulsiona a fazer o bem, a bendizer e a orar por aqueles que nos perseguem, a viver a “regra de ouro”: “O que vós desejais que os outros vos façam, fazei-o também vós a eles” (Lc 6,31).
O Pai é a medida do amor. Ele oferece, através de Jesus, o seu coração aos que sofrem, ama de graça. “O Senhor é indulgente, é favorável, é paciente, é bondoso e compassivo. Não nos trata como exigem nossas faltas, nem nos pune em proporção às nossas culpas” (Sl 102,8.10).
Em Deus, que é amor, encontramos a verdade de nossa existência, que ilumina e torna inteligível o nosso caminho. É do seu amor que vivemos e é para esse amor que vivemos. Realizamo-nos no exercício do amor recebido e doado, nossa vocação fundamental.
O relacionamento humano exige ultrapassar a nós mesmos. Se não temos o alimento espiritual necessário, curvamo-nos na comodidade, na segurança, ou nos refugiamos em outras coisas. Precisamos da graça de Deus, da unção do Espírito Santo, da oração, da escuta fiel e atenta da Palavra, da Eucaristia e da Confissão.
“E sereis filhos do Altíssimo, porque Deus é bondoso também para com os ingratos e os maus” (Lc 6,35).
Bom domingo e minhas orações.
Dom Paulo.






