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Delicadezas que adocicam

Benedito Boleli e esposa Elza.

Amigos de uma vida inteira, daqueles que nos viram e nos incentivaram a acreditar no nosso potencial e inclinação pela advocacia e pelas causas sociais e políticas da nossa Franca. Não que tivessem interesses próprios. Acreditavam que poderíamos, Arlete e eu – e mais tarde, os nossos dois filhos – e tínhamos muito a dar e doar.

Nem havíamos tirado a toga da formatura e devolvido o capelo que foi cenicamente usado durante o evento da colação de grau pela Faculdade de Direito de Franca, a FDF, no então imenso, ou único, Salão Nossa Senhora de Lourdes, Boleli e Elza e mais alguns poucos casais, estávamos no Centro Social Urbano, hoje, de triste e deturpada utilização pelo incompreendido Centro Pop.

A criação e seguinte fundação do Clube da Velha Guarda se nos tornou prioridade número um. Maio de 1985. Marco indelével de uma inovadora concepção e modo de lidar com os questões e demandas da Terceira Idade, para render homenagem à expressão que se empregava para designar as pessoas idosas. Tínhamos espírito de garotos em corpinho de quem já tinha acima de trinta e cinco anos de idade. Uma antevisão do que chegaria tarde, somente em 1º de outubro de 2003, materializada na Lei 10.741, tipificando idoso aquele que contasse com mais de sessenta e cinco no lombo. Um atraso oficializado nas políticas sociais de envelhecimento saudável.

Objetivos consolidados de parte a parte. Exerci três mandatos de vereador. Dei trabalho para os Executivos que governam de costas para o povo, amoitados em peças de propagandas e em planilhas orçamentárias que eles não sabiam interpretar, mas que lhes eram e continuar a ser escudo de conversas moles e incomprováveis realisticamente. Vou para quarenta e três anos de atuação incessante na Théo Maia Advogados Associados. Ministérios de vida e de insaciável sede por Justiça, caçador de mistérios que ampliam desigualdades.

Aprouve a Deus chamar, à sua santa presença, Elza e depois o Boleli, depois que este casal presidiu e honrou a Velha Guarda de Franca por vários mandatos e por meio dos quais tiveram contribuição decisiva para que a aquisição do bom terreno, posse da viela contígua, construção, inauguração, reformas, ampliações da sede própria e expansão do quadro de sócios fossem vistos e admirados pela sociedade francana e dezenas de entidades congêneres de fora. Os intercâmbios com estas, mesmo de fora do estado, jamais foram os mesmos.

O relacionamento de amizade e de profunda cordialidade nos fez, a mim, à minha esposa querida Arlete Pedigone e à minha família, credores e devedores da mesma união com todas as cinco filhas desses saudosos guardistas Benedito e Elza. Houve a salutar sucessão dessa consideração fraterna, com inescondível ligação mais forte com a Meire Magali, a Regina Aparecida e Edileine Márcia.

Esse tesouro está guardado em nossos corações, de lá e de cá, não cabem dúvidas. Assim o será para todo o sempre.

No vídeo, coisas de bastidores de um escritório jurídico que prefere amigos a clientes; os dois, são o máximo.

Dr. Theo Maia

Advogado Previdenciarista (OAB-SP 16.220); sócio-administrador da Théo Maia Advogados Associados; jornalista; influenciador social; diretor do Portal Notícias de Franca; bacharel em Teologia da Bíblia; servo do Senhor.

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