Sabor de saúde
Lançada campanha anual para promover os produtos orgânicos no país
Para levar informações à população sobre os produtos orgânicos e seus benefícios, foi lançada nesta segunda-feira (12) a 17° Campanha Anual de Promoção do Produto Orgânico. O tema deste ano é Alimento Orgânico: Sabor e Saúde em sua Vida.
A campanha busca informar os consumidores sobre como são produzidos os orgânicos, como identificar esses produtos nas feiras e nas prateleiras do supermercado, bem como sobre as formas de controle existentes para a prevenção de fraudes.
No lançamento, a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, informou que o ministério, em curto prazo, por meio da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), está destinando R$ 3 milhões para assistência técnica aos produtores de orgânicos.
“A produção orgânica se desenvolve de forma harmônica com a natureza, sem descuidar da geração de renda e da inclusão social para o produtor. É a expressão mais pura da sustentabilidade em seus três pilares: social, econômico e ambiental. Trata-se de uma ótima opção para aqueles que desejam uma alimentação saudável e nutritiva”, disse a ministra.
Dados do setor
O produto orgânico é aquele que, seja in natura ou processado, é obtido sem o uso de defensivos de origem química e de forma não prejudicial ao ecossistema local. Atualmente, cerca de 25 mil produtores estão cadastrados ministério como orgânicos.
A produção de alimentos orgânicos cresceu 30% em 2020, segundo dados da Associação de Promoção dos Orgânicos (Organis). Esse aumento de produção, consumo e procura por alimentos cultivados e processados de forma mais sustentável movimentou cerca de R$ 5,8 bilhões no mercado nacional.
Produto seguro
Para serem comercializados, os produtos orgânicos deverão ser certificados por organismos credenciados no Ministério da Agricultura. São dispensados da certificação os produzidos por agricultores familiares que fazem parte de organizações de controle social cadastradas no ministério, que comercializam exclusivamente em venda direta aos consumidores.
Para os alimentos industrializados, somente são considerados orgânicos os com mais de 95% de ingredientes de origem na agricultura orgânica.
Produção orgânica
O sistema orgânico de produção tem entre as finalidades a oferta de produtos saudáveis sem contaminantes. Eles são produzidos sem a utilização de práticas e insumos que possam pôr em risco o meio ambiente e a saúde do produtor, do trabalhador ou do consumidor.
Outra finalidade é a preservação da diversidade biológica dos ecossistemas onde estejam inseridos os sistemas de produção, com especial atenção às espécies ameaçadas de extinção. Ocorre ainda o emprego de produtos e processos que mantenham ou incrementem a fertilidade do solo.
Vocação para a produção de energias renováveis
Os biocombustíveis são derivados de biomassa renovável e podem substituir, parcial ou totalmente, combustíveis derivados de petróleo e gás natural em motores a combustão ou em outro tipo de geração de energia. São fontes de energia alternativa que apresentam baixo índice de emissão de poluentes.
De acordo com a Agência Nacional do Petróleo, os dois principais biocombustíveis líquidos usados no Brasil são o etanol obtido a partir de cana-de-açúcar e o biodiesel, que é produzido a partir de óleos vegetais ou de gorduras animais e adicionado ao diesel de petróleo em proporções variáveis.
Atualmente, segundo o Ministério de Minas e Energia, 20% do consumo do setor de transporte é de combustíveis renováveis e o Brasil tem caminhado para ampliar o consumo com o apoio da Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio).
Números animadores
O setor de biocombustíveis do Brasil apresentou resultados expressivos em 2020.

Os avanços desse segmento da economia demonstram a vocação brasileira para a produção e o uso da bioenergia. Um dos resultados mais relevantes foi o do RenovaBio, a nossa Política Nacional de Biocombustíveis. O RenovaBio, considerado o maior programa do mundo de descarbonização da matriz de transportes, estabelece um mercado de créditos de descarbonização, o nosso CBio. Cada CBio equivale a uma tonelada de emissões de gás carbônico evitada na atmosfera. Na nossa Política Nacional de Biocombustíveis, os distribuidores constituem a parte obrigada a adquirir os CBios.
Nesse sentido, em 2020 foram negociados na nossa bolsa de valores, a B3, cerca de 14,9 milhões de CBios, gerando volume financeiro de mais de R$ 650 milhões. Assim, os distribuidores de combustíveis cumpriram cerca de 98% da meta de descarbonização estabelecida para o ano passado.
Um dos principais biocombustíveis do Brasil é o etanol.
O pujante mercado de biocombustíveis do Brasil conta atualmente com 361 usinas supraenergéticas. Processamos, em 2020, mais de 660 milhões de toneladas de cana e produzimos aproximadamente 34 bilhões de litros de etanol. Somos o maior produtor do mundo de etanol a partir da cana-de-açúcar. Mas, além da cana, temos o milho. E a produção desse biocombustível, a partir do milho, cresceu mais de 84% no ano passado, com volume de 2,4 bilhões de litros.
Matriz energética
A nossa produção de biodiesel, em 2020, cresceu 8,7%. E a capacidade instalada, 9,4%, com consumo de 6,4 bilhões de litros, fazendo do Brasil o segundo maior produtor mundial desse importante combustível renovável. São 49 unidades produtivas em operação no país. O setor de biodiesel também contribui para a inclusão social com mais de 98% do volume comercializado proveniente de usinas com selo biocombustível social, o que exige a inclusão de agricultores familiares na cadeia produtiva.
Temos ainda um outro importante combustível renovável, o biogás, que purificado, leva ao biometano. O país, em 2020, apresentou 638 usinas de biogás em operação, que produziram cerca de 5 milhões de metros cúbicos por dia desse biocombustível. Em relação ao biometano, são três usinas em funcionamento, que produziram 330 mil metros cúbicos por dia no último ano. É importante destacar que a produção de biogás e biometano utiliza como matéria-prima resíduos agroindustriais ou provenientes de aterros sanitários, contribuindo para a preservação do meio ambiente e no combate ao aquecimento global.
É importante ressaltar também a recente aprovação, no Conselho Nacional de Política Energética, do Programa Combustível do Futuro. Esse novo programa promoverá uma ainda maior inserção dos biocombustíveis em nossa matriz energética.
Não só no modo rodoviário, mas também no aquaviário e aéreo. Além do desenvolvimento de tecnologia veicular nacional que privilegia a vocação do Brasil na produção e no uso da bioenergia!
Filhos da Pátria
O Programa Nacional de Incentivo ao Voluntariado, conhecido como Pátria Voluntária, comemora dois anos com crescimento de 38,5% no número de beneficiados em relação ao ano passado, totalizando 900.337 favorecidos. Além disso, a quantidade de entidades cadastradas na plataforma subiu em quase 243% em um ano.
Ao todo, já são 2.229 instituições integrantes. Em dois anos, a iniciativa também celebra a marca de 17.303 voluntários cadastrados.
“Esses números reforçam que estamos no caminho certo, trabalhando, dia a dia, para unir quem quer dedicar seu tempo em prol do outro a quem, de fato, precisa”, destacou a presidente do Conselho do Pátria Voluntária e Primeira-dama, Michelle Bolsonaro. “O Brasil é um país solidário por natureza, que acolhe e se preocupa com o próximo, mas, em muitos casos, as pessoas querem, mas não sabem como ajudar. E com o Pátria Voluntária estamos conseguindo transformar isso, fazendo a ponte entre instituições, voluntários e vulneráveis, especialmente com a crise sanitária.”
Entre os projetos do Pátria Voluntária, destacam-se o Brasil Acolhedor e o Arrecadação Solidária, em que crianças, idosos, pessoas com deficiência e comunidades são priorizados. Além deles, durante a crise provocada pela Covid-19, foram promovidas campanhas, como a do inverno, para a arrecadação de agasalhos, cobertores e calçados.
Ponte do bem
A ONG Ensinando Abraçar, de Goiânia (GO), é uma das instituições cadastradas na plataforma do Pátria Voluntária. Uma das diretoras da instituição, Rejane Guimarães Machado, conta que o programa é um divisor de águas para o Brasil.
“Nunca tínhamos visto um trabalho tão intenso, tão verdadeiro na área social em busca da equidade social, de resolver problemas sociais. É um orgulho para o nosso país e para a nossa instituição fazer parte.”

O Pátria Voluntária ainda tem proporcionado encontros importantes, como o do Instituto Videira com os moradores da Fercal, no Distrito Federal. Dona Francisca Dias é moradora da comunidade e é uma das beneficiadas com a distribuição de cestas básicas. “Eu e meu esposo estamos desempregados e a crise sanitária piorou tudo. Ia pedir uma cesta apenas para mim, mas tem muita gente aqui que precisa e todos recebem ajuda. Estamos numa das cidades mais carentes do DF, só temos que agradecer aos voluntários.”
Programa Nacional de Incentivo ao Voluntariado
O Pátria Voluntária é coordenado pela Casa Civil da Presidência da República e foi instituído em 9 de julho de 2019, por meio do Decreto nº 9.906. O objetivo do programa é fomentar a prática do voluntariado como um ato de humanidade, cidadania e amor ao próximo, entre o Governo, as organizações da sociedade civil e o setor privado, além de incentivar o engajamento social.
Para participar, acesse o site www.patriavoluntaria.org. Na plataforma é possível se cadastrar como voluntário ou instituição parceira.
A ferramenta permite a colaboração com ações voluntárias, promoção de iniciativas e compartilhamento de experiências e resultados.
Carlus do Brasil é fazendeiro e preocupado com o futuro do País






