Franca é modelo

A Prefeitura arrota grosso e diz que é referência na parada de moradores em situação de rua.
Ficamos a imaginar, com o coração na boca, se não fosse!
Os critérios de que se utiliza para ter esse título são amargos e espinhentos para serem engolidos assim a seco.
Em que bairros de nossa cidade – mas, preferencialmente, nas áreas mais bem dotadas de boa infraestrutura e de bons padrões de construções, com grandes fluxos de pessoas, corredores comerciais e de prestação de serviços, não temos grupos de vadios, usuários de drogas, traficantes (pequenos e mulas?), estupradores, ladrõezinhos e ladrãozões, ameaçadores daqueles que, por não poderem dar o que pedem?
Conta aqui para os nossos seguidores, internautas e dezenas de vítimas deles.
Áreas que deveriam ser praças ou áreas de lazer e de prática de esportes e estabelecimentos de prestação de serviços públicos essenciais, como UBS, escolas, ambulatórios, de serviços sociais, centros comunitários são invadidos e desocupados, desocupados e invadidos, em um giro constante, são os seus lugares cobiçados.
A sobra de loteamento particular existente entre uma das laterais do Shopping do Calçado e a parte dos fundos da instituição de longa permanência de pessoas de idade e com deficiência Lar de Ofélia, está no mapa das invasões dos donos de boca de fumo e autores de delitos de todas as espécies e horrores.
Nossas autoridades veem. Os que têm o dever de fiscalizar e prover cuidados aos que humanitariamente dependem de cuidados assistenciais, pelo visto, colecionam estatísticas e laudos. O Executivo, por suas secretarias, pena para não ‘ferir a lei’ de um tal de direito de ir, vir (e de ficar!), que vale exclusivamente para um dos lados. É o mais cobrado. A praga da conduta inconstitucional devora a sobrevivência social.
Os legisladores estaduais e federais morrem de medo de pôr a mão na ferida. Ferida social purulenta, que afeta e infecta os direitos de todos os outros cidadãos e em favor dos quais se não levanta uma bandeira; uma plaquinha, que seja.
Os confrontantes, vizinhos e quem necessitam passar por essas áreas, equipamentos e próprios dominados pelos cidadãos tratados como titulares de direitos que os trabalhadores, pais de família e contribuintes, que se lixem.
Veja o que viram e nos encaminharam. Podemos ver dois barracos, com pinta de que logo será um condomínio dos que fazem o que dá em suas telhas.








Nossa, quanta insensibilidade para tratar dum tema tão caro à nossa sociedade! Onde estava Cristo nessa hora? Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem!