Temos sede, sede de água!
A água sumiu das torneiras.
Banho, mesmo em abrigos provisórios, é um privilégio de pouquíssimos dos nossos compatriotas e irmãos desabrigados no estado do Rio Grande do Sul.
A tragédia das inundações e de queda das temperaturas levou-o à calamidade.
Os comércios, que estão conseguindo abrir e levantar as suas portas, estão com as suas prateleiras e geladeiras desabastecidas de água.
Água, nem pra remédio.
Algumas poucas regiões da capital Porto Alegre, em meio ao cenário real de guerra pela sobrevivência, ainda contam com bicas d’água. Depois de três ou quatro horas na fila, tendo sorte, consegue-se sair com alguns litros desse líquido da vida.
Entre um furto e uma notícia fake, a sede é o que não passa.
Como o desespero e o instinto de viver desconhece a lei, quem até poderia vender água prefere não correr o risco de ser morto ou agredido por bandidos e outras espécies de aproveitadores do caos que águas barrentas vêm boiando entre os gaúchos.
Uma barbaridade atrás da outra. Barbaridade, e não é trocadilho de questionável gosto.
Das estações de tratamento, apenas duas estão funcionando. Quatro estão paralisadas.
O que seria água potável, que se pode beber e usar para fins prioritários, está chegando às casas totalmente turvas. Portanto, com potencial imenso de contaminação e de proliferação de doenças, tais como cólera, leptospirose, disenteria bacteriana, hepatite A, esquistossomose, febre tifoide, amebíase.
Direto daquela região, sabemos que, de acordo com dados divulgados pela Defesa Civil do estado, na manhã desta quarta-feira (8), 414 das 497 cidades do Rio Grande do Sul foram afetadas, de alguma forma, pelos efeitos da maior enchente da história do estado. Isso representa 80% dos municípios da terra submersa dos pampas.
Temos de nos solidarizar, já, com dados desconcertantes de perto de onze milhões de habitantes que ocupam esses municípios.
Outros números aterrorizantes afirmam que, ontem, havia 48 mil desabrigados e 1,4 milhão de pessoas atingidas pelo desastre natural.
Operações de resgates vêm sendo suspensas com alertas seguidos de chegada de ventos de até 100 km/h e de novas tempestades.
Um país pode salvar e minorar a situação a que está mergulhado o povo do RS, embora outras partes da região sul não estejam livre dos efeitos dos passados e previstos novos temporais.
A hora é de ação.
Lideranças de todos os estratos sociais hão de justificar sua ascendência e influência em seus meios de atuação e de suas comunidades.
As igrejas Assembleia de Deus do Brasil estão mobilizadas com campanhas de arrecadação de bens e de recursos.
A Assembleia de Deus de Franca, que fica ao nordeste do estado de São Paulo, tendo à sua frente e comando o Pr. Isaac Vicente Ribeiro, não foge a essa luta em favor da população do Rio Grande do Sul.
Estando evidente que o bem mais precioso nesse momento é a água, de qualidade para o seguro consumo humano, deflagrou, nesta quarta-, 08 de maio, a campanha de arrecadação de água em fardos e galões e envasadas em garrafões.
O desejo do Pastor Isaac é que um caminhão saia da cidade no menor tempo possível em direção a Porto Alegre. Porém, o dia e hora dependerá de quantos de nós faremos doações de água para fazer carga completa do pesadão do asfalto.
O vídeo registra o apelo do líder cristão, indicando chave-pix para conta especialmente separada para essa missão de socorro humanitário.
Mandamento de Cristo não é para ser lido e recitado. É para ser posto em prática:
“se derem de comer aos famintos e socorrerem os necessitados, a luz da minha salvação brilhará, e a escuridão em que vocês vivem ficará igual à luz do meio-dia”. (Isaías 58:10) por Théo Maia







