Mãe alega “sofrimento” da filha na Santa Casa e pede transferência para Ribeirão; Instituição rebate e diz que bebê “recebe os cuidados necessários”

A mãe da pequena Hanna Valentina, a dona de casa Naui Fernanda, está desesperada com a doença de sua filha, internada na Santa Casa de Franca pela terceira vez. Naui alega que a bebê “está sofrendo muito” e pede a transferência da criança para ser tratada em Ribeirão Preto. O Grupo Santa Casa de Franca rebateu os relatos da mãe e informou em nota que a bebê “está recebendo os cuidados necessários”.
De acordo com relato de Naui, enviado por áudio para a redação do Notícias de Franca, Hanna, que tem apenas 9 meses de vida, já teve três internações na Santa Casa. A primeira delas foi após uma crise de epilepsia, momento em que a criança foi medicada e liberada para voltar para casa.
Foi na segunda internação que ela foi diagnosticada com a Síndrome de West, forma de epilepsia generalizada que se inicia no primeiro ano de vida. A mãe relata ainda que, na primeira internação dela, após uma crise epiléptica, a pequena teria tomado uma superdosagem de Diazepan e tido uma parada cardiorrespiratória, o que teria causado a perda da firmeza do pescoço. A partir desse momento, segundo a mãe, Hanna passou a se alimentar por uma sonda nasal.
Naui conta ainda que pediu para transferir a filha para Ribeirão para fazer uma ressonância, o que ainda não foi realizado. Na terceira internação, na qual se encontra há um mês, foi colocado uma sonda gástrica para alimentação, que, segundo relato da mãe, inflamou e os médicos e enfermeiras dizem que “é normal a situação dela”.

Por conta disso, a mãe, preocupada, continua pedindo a transferência da filha para receber tratamento em Ribeirão Preto.
O que a Santa Casa diz:
Em nota, o Grupo Santa Casa de Franca garantiu que a paciente está acomodada e “internada na enfermaria recebendo o suporte da equipe médica e interdisciplinar”. A Santa Casa afirma que não procede a “parada respiratória citada pela mãe ou a necessidade de ser transferida para Ribeirão”.
De acordo com a unidade de saúde, a Santa Casa de Franca “conta com os recursos necessários para atender o caso” e a condição de Hanna, que possui a Síndrome de West. Veja abaixo a íntegra da nota:

O que é a Síndrome de West
Esta síndrome é um tipo raro de epilepsia, chamada de “epilepsia mioclónica”. Inicia-se normalmente no primeiro ano de, sendo o sexo masculino mais afetado.
A síndrome de West é diagnosticada através de sinais clínicos e eletroencefalográficos: atraso no desenvolvimento, espasmos físicos e traçado eletroencefalográfico com padrão de hipsarritmia.
As características principais de um registro de EEG com hipsarritmia são:
- Desorganização marcante e constante da atividade basal;
- Elevada amplitude dos potenciais;
- Ondas lentas delta irregulares de voltagem muito elevada;
- Períodos, habitualmente breves, de poli ondas e polipontas-onda;
- Períodos de atenuação da voltagem que, em alguns casos, parece chegar ao “silêncio” elétrico.
No quadro clínico consta-se o atraso no desenvolvimento e espasmos infantis. Os espasmos são diferentes para cada criança. Podem ser tão leves no início que não são notados ou pode-se pensar que são cólicas. Estes espasmos são traduzidos com características de flexão súbita da cabeça, com afastamento dos membros superiores e flexão da pernas, é comum o paciente soltar um grito por ocasião do espasmo. A crise dura alguns segundos. Normalmente estas crise ocorrem durante a vigília, podendo chegar até a centena ou mais por dia. (Fonte: Fiocruz)







