Greve dos motoristas da São José segue pelo 3º dia consecutivo

Os milhares de passageiros que utilizam diariamente o transporte urbano público em Franca acordaram nesta segunda-feira, 21, sem o serviço e tiveram que encontrar alternativas para chegar até o trabalho. É que pelo terceiro dia consecutivo os motoristas da Empresa São José seguem em greve. A paralisação, provocada pelo atraso no pagamento dos salários, segue por tempo indeterminado.
“Eles (os motoristas) estão passando por dificuldades e precisam receber. O salário na pandemia já caiu com o corte das horas extras. O pagamento deveria ter sido feito dia 05 de junho e até agora eles não receberam nada. Eles só retomarão o trabalho quando receberem tudo”, disse o presidente do Sindicato dos Motoristas de Franca, Geraldo Xavier de Almeida.
No Terminal Central de Ônibus “Ayrton Senna da Silva”, muitas pessoas se surpreenderam com a greve que começou no sábado, 19.
Moradora do Leporace e trabalhando no Jardim Lima, a doméstica Regina Machado teve que ligar para a patroa e explicar o motivo do atraso. “Fui pega de surpresa, não sabia da greve. Consegui uma carona até o terminal, mas agora preciso chegar ainda na casa da minha patroa, liguei avisando que terei que me atrasar já que vou caminhado daqui.”
“Infelizmente quem sofre mesmo é a gente, que tem que usar o serviço. A São José desde sempre é a única que presta o serviço na cidade. Os motoristas precisam receber e a gente precisa trabalhar. Não é todo dia, ainda mais no fim do mês, que temos como pegar outro meio de transporte”, disse a diarista Aparecida Botelho.
A São José, através da sua assessoria de imprensa, informou que ingressou com uma ação judicial para tentar manter uma frota mínima nas ruas. Segundo a empresa, o lockdown e a falta de ação da Prefeitura teriam provocado um “colapso” financeiro e, por isso, estaria sem condições de arcar com os pagamentos.
Procurada para comentar a greve e se busca junto a empresa uma alternativa para que a população não fique sem o serviço, a Prefeitura se limitou a dizer, através de nota, que “a relação entre a empresa concessionária e seus colaboradores não compete à prefeitura”, reforçando ainda que “medidas de lockdown para o enfrentamento a Covid-19 foram necessárias para reduzir e conter a transmissão da doença. A queda brusca nos atendimentos do Pronto -Socorro e de pacientes necessitando de leitos de UTI comprovam os resultados efetivos da medida”.










