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Câmara mantém sessões virtuais; servidores trabalharão em home office

A Câmara Municipal de Franca informou que manterá as sessões e audiências públicas durante o lockdown que começa nesta quinta-feira, 27, e vai até o dia 10 de junho. As reuniões serão realizadas no formato virtual para combater o avanço da covid-19 na cidade. Já os servidores da Casa de Leis, trabalharão em regime de home office ao longo dos 15 dias de isolamento.
Durante esse período, de acordo com a Câmara, serão permitidas atividades presenciais apenas para tarefas tecnicamente impossíveis ou dificultosas de serem realizadas de forma remota e exclusivamente para cumprimento de prazos legais. Os servidores do Legislativo deverão se organizar para manter em funcionamento o trabalho dos departamentos a distância, sem prejudicar a continuidade do serviço público.

As sessões e audiências públicas, durante o período, serão realizadas remotamente através do aplicativo Google Meet e poderão ser acompanhadas pelo Youtube e Facebook.
A suspensão das sessões durante o lockdown em Franca chegou a ser considerada pela Câmara, mas a decisão de manter as reuniões foi embasada na necessidade do Legislativo apoiar as decisões do Executivo durante esse momento crítico.

“A Câmara está dando a sua parcela de contribuição no enfrentamento a essa pandemia que está assolando a nossa cidade. As sessões serão remotas para dar sequência aos nossos trabalhos e também para dar uma atenção ao Poder Executivo, que muitas vezes apresenta demandas de urgência. A Casa de Leis está pronta para dar esse respaldo ao prefeito”, disse o presidente da Câmara, o vereador Claudinei da Rocha (MDB).
O atendimento da Câmara aos munícipes durante o lockdown será feito através do e-mail ([email protected]), WhatsApp (16 99321-2646), Facebook, Instagram (https://www.instagram.com/camarafr/) e Twitter (https://twitter.com/camarafranca).

Lockdown

Durante a sessão ordinária realizada nessa terça-feira, 25, a maioria dos vereadores falaram sobre o lockdown e apoiaram a decisão do prefeito Alexandre Ferreira (MDB) para conter o avanço da doença na cidade, que vive o pior momento da pandemia. Os parlamentares também pediram o apoio da população para que respeitem as normas e ajudem a conter a transmissão do vírus.
“Não sou a favor do lockdown, mas neste momento sim. Visitei o Pronto-socorro ‘Álvaro Azzuz’ e vi a realidade, que não tem perspectiva de melhora. Nós políticos temos que deixar nossas divergências de lado e trabalhar para estruturar nossa saúde”, disse Donizete da Farmácia (MDB).

“Quando uma liderança toma uma atitude, agrada uns e desagrada outros tantos. O lockdown é uma necessidade e o prefeito conta com o nosso apoio”, declarou Kaká (PSDB).
“Temos que pensar em união dos políticos, incluindo prefeito, vereadores e deputados. O trabalho político está sendo feito”, pontuou Carlinho Petrópolis Farmácia (PL).
“Infelizmente temos um presidente genocida e as sequelas estão aqui em Franca. Não vamos deixar nossa cidade virar Manaus”, disse Gilson Pelizaro (PT).

“Sempre fui contra lockdown, mas nesse momento não tem outra saída. Vamos pensar na vida. Antes de xingar as medidas e ofender as pessoas, vamos pensar nos nossos irmãos, principalmente os que estão aguardando leitos no Pronto-Socorro”, disse Lurdinha Granzotte (PSL).
“Que Deus nos ajude a passar por esse lockdown e que daqui a poucos dias possamos retomar nossas atividades sem correr o risco de perdermos entes queridos ou até mesmo nossas próprias vidas”, disse Ronaldo Carvalho (Cidadania).

“Desde março do ano passado, várias ações foram realizadas pela Câmara e Prefeitura, mas há muita falta de consciência. Acredito que o isolamento antecipado inibiu muito a doença no ano passado, mas aí a população achou que não ia acontecer nada e começou a extrapolar. Se não houver conscientização de todas as pessoas, essa crise nunca vai acabar”, opinou Pastor Palamoni (PSD). “Não concordo com essa medida, mas, se os protocolos de segurança tivessem sido cumpridos, não teríamos chegado a esse ponto. Precisamos priorizar vidas, ter consciência e ficar em casa para tentar minimizar esse caos e essa tragédia que está ocorrendo”, disse Della Motta (Podemos).

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