
Os discípulos dos fariseus e alguns do partido de Herodes, fizeram a Jesus uma pergunta polêmica e tendenciosa: “É lícito ou não pagar imposto a César”? (Mt 22,17). Se ele dissesse que era lícito, desagradaria os judeus nacionalistas, sua autoridade religiosa e sua aceitação seriam abaladas, pois estaria legitimando a dominação romana. Se dissesse não, criaria uma situação incômoda e de conflito com as autoridades romanas. Percebendo a malícia da pergunta, Jesus pediu a moeda do imposto. Nela estava cunhada a figura e a inscrição de César. Um judeu piedoso não carregava uma moeda estrangeira, pois a Lei de Moisés (Ex 20,4) proibia toda espécie de imagem, como sendo ato de idolatria. A sua resposta foi inteligente e perspicaz: “Dai pois a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus” (Mt 22,21).
O que era de César? A moeda, o imposto, o poder, a dominação, tudo isso deveria ser devolvido ao imperador. O que é de Deus? Tudo, principalmente o povo fiel e obediente a Ele.
O ser humano foi criado à imagem e semelhança de Deus (Gn 1,26.27). Essa é a sua dignidade. É mais importante do que qualquer moeda. Deus é o senhor da vida e das pessoas, a sua imagem está estampada em nós. “Ninguém pode servir a dois senhores: ou odiará um para amar o outro, ou se ligará a um, desprezando o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro” (Mt 6,24).Celebrando com a Igreja o Dia Mundial das Missões, rezemos:
“Deus Pai, Filho, Espírito Santo, consagrados e enviados pelo batismo, fazei-nos viver nossa vocação de discípulos missionários como graça e missão. Inspirados e guiados pelo Espírito Santo, com os corações ardentes ao escutar a vossa Palavra e com os pés a caminho para anunciar a Boa-nova de Jesus Cristo, queremos ir da Igreja aos confins do mundo. Maria, Mãe missionária, rogai por nós! Amém”.






