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Barracas são retiradas de calçada do Centro Pop e moradores de rua são acolhidos em serviços sociais

Ação integrada entre Pastoral do Menor, Prefeitura, Polícias Civil e Militar e GCM deve dar solução à situação que se arrasta faz tempo

Uma ação conjunta entre a Pastoral do Menor, a Prefeitura de Franca, as polícias Civil e Militar e a Guarda Civil Municipal (GCM) desmontou e retirou as barracas da calçada em frente ao Centro Pop de Franca (Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua) e acolheu os moradores em situação de rua do local em equipamentos sociais mantidos no município.

De acordo com o padre Ovídio José Alves de Andrade, presidente da Pastoral do Menor e Família da Diocese de Franca, a retirada dos moradores em situação de rua ocorreu sob a supervisão do Ministério Público e aconteceu após um minucioso e extenso estudo sobre a situação do local. “A secretaria de Ação Social fez um trabalho impecável junto àquelas pessoas que estavam lá e foi feito um acordo com eles para que pudessem deixar o local e que fossem realocados para cada um dos serviços oferecidos pela Prefeitura de Franca com seus diversos convênios com os governos Federal e Estadual, além de recursos próprios”, contou o padre Ovídio.

Ainda segundo o pároco, foi feito um acordo para que o local não seja mais ocupado desordenadamente. O Centro Pop continuará atuando e recebendo pessoas em situação de vulnerabilidade social, mas não haverá permissão para que sejam montadas barracas nas calçadas, como estava ocorrendo. “Uma empresa foi contratada para fazer a vigilância do local para evitar o retorno das barracas. A vigilância acionará a Polícia Militar caso haja qualquer transtorno no local”, contou Ovídio.

Cerca de sessenta pessoas utilizam o Centro Pop para pernoitar. Durante o dia, eles até poderão ficar nas proximidades para continuar a utilizar outros serviços do Centro, mas não poderão mais construir barracos nos arredores. Aqueles que estavam em barracas que foram retiradas foram acompanhados pelo Serviço de Abordagem Social que realizou o acolhimento e os encaminhou para os serviços de cuidados, higiene e limpeza, além de encaminhá-los para serviços como Moradia Primeiro, Abrigo Provisório e retorno para suas cidades de origem, para quem preferiu.

Segundo o Padre Ovídio, a ação faz parte de um estudo feito entre a Secretaria de Ação Social e a Pastoral do Menor para desenhar a melhor maneira de abordagem e utilização dos programas sociais para obter um efetivo sucesso no retorno ao convívio social das pessoas em situação de vulnerabilidade social.

Alessandro Macedo

É jornalista e editor da Folha de Franca

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