
“Jesus começou a mostrar a seus discípulos que devia ir a Jerusalém e sofrer muito da parte dos anciãos, dos sumos sacerdotes e dos mestres da Lei, e que devia ser morto e ressuscitar no terceiro dia” (Mt 16,21). Após professar que Ele era o Messias, o Filho do Deus vivo, por uma inspiração divina que lhe valeu uma bem-aventurança da parte do Mestre, Pedro teve uma reação estranha, repreendendo-o por causa deste anúncio da paixão. Foi duramente advertido por Jesus, colocado como pedra de tropeço, pois não pensava como Deus, mas como os homens.
“Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga” (Mt 16,24). O messianismo de Jesus culmina na cruz. Ela é consequência de sua obediência e fidelidade ao Pai. É a cruz da compaixão, do despojamento, do serviço, da solidariedade e do amor divino.
O discípulo de Jesus assume o seu caminho com fé, esperança e caridade, com confiança, carrega a cruz e orienta a vida segundo os critérios do Evangelho. Fé é confiar sempre em Deus, apesar de tudo.
O profeta Jeremias foi seduzido pelo Senhor e, mesmo diante do sofrimento, das tentações de desistência, sentiu a força ardente da Palavra, entregando-se à missão (Jr 20,7-9).
O verdadeiro culto espiritual a Deus, o que é da sua vontade, o que é bom, o que lhe agrada, o que é perfeito, é não se conformar com a mentalidade do mundo, com os seus erros e pecados, e oferecer-se “em sacrifício vivo, santo e agradável” a Ele (Rm 12,1-2).
Minhas orações a todos.
Dom Paulo.






